A Azul registrou prejuízo de R$ 475 milhões no segundo trimestre de 2025
Aérea avalia o desempenho com base na alta do dólar, inflação e despesas judiciais, somado a maiores custos operacionais.

A Azul registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 475,8 milhões no segundo trimestre de 2025, queda de 29% em relação à perda de R$ 669,7 milhões no mesmo período do ano anterior.
Com a exclusão de ajustes, o valor líquido alcançou um resultado positivo de R$ 1,29 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 3,55 bilhões registrado no período de abril a junho de 2024. O resultado ajustado não inclui o direito de conversão das debêntures e os efeitos não consolidados de derivativos e flutuações cambiais.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1,14 bilhão, com aumento de 8,6% em relação ao ano anterior. A margem EBITDA foi de 23,1%, queda de 2,1 pontos percentuais em comparação com o segundo trimestre de 2024.
A empresa atribui o desempenho a fatores como a desvalorização média de 8,7% do real em relação ao dólar e a inflação de 5,35%, parcialmente compensadas pela queda de 11,3% no preço do combustível.
Os custos também foram afetados por um aumento de 71% no volume de ações judiciais referentes a operações irregulares, notadamente em 2024. Tais ações originaram-se de dificuldades de desempenho e da cadeia de suprimentos de fornecedores, resultando em atrasos e irregularidades operacionais.
Durante todo o nosso processo de reestruturação, a Azul continuará voando e operando normalmente. Estamos otimistas para os próximos meses e certos de que a Azul sairá deste processo ainda mais forte. Quero agradecer a todos os nossos tripulantes, parceiros e stakeholders pelo apoio durante esse processo.
Receita e demanda em alta.
A receita líquida atingiu R$ 4,94 bilhões, um recorde para o período e aumento de 18,4% em relação ao ano anterior. O volume de viagens foi robusto, com um crescimento de 19,3% no número de passageiros, uma taxa de ocupação de 81,5% e um incremento de 17,5% na oferta de assentos, impulsionado pelo aumento de 36,8% nas rotas internacionais. A Azul transportou aproximadamente 8 milhões de passageiros, 7,7% acima do registrado no segundo trimestre de 2024.
Custos e endividamento.
As despesas operacionais ascenderam a R$ 4,56 bilhões, com aumento de 22,3% em relação ao ano anterior. O resultado financeiro apresentou saldo positivo de R$ 913,5 milhões, impactado pela valorização de 5% do real no período.
Em 30 de junho, a dívida líquida da empresa estava em R$ 30,13 bilhões, 3,9% inferior ao registrado no primeiro trimestre. O caixa expandido (dinheiro em caixa, aplicações e recebíveis) atingia R$ 4,28 bilhões.
Fonte por: Poder 360