A Bela e o Bester: O crime verdadeiro que inspirou docuseries na Netflix

Produção explora um dos casos mais estranhos do true crime.

08/02/2026 17:20

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A Bela e o Bester: Um Caso de Crime Real Inacreditável

A minissérie documental sul-africana “A Bela e o Bester”, lançada na Netflix em setembro de 2025, promete redefinir o conceito de “história inacreditável”. Baseada em eventos reais, a produção explora um dos casos mais bizarros de fuga e manipulação dos últimos anos, envolvendo o criminoso Thabo Bester, conhecido como “Facebook Rapist”. Ele foi condenado por assassinato e estupro, atraindo suas vítimas por meio das redes sociais.

Thabo Bester, sentenciado à prisão perpétua, supostamente “morreu” em um incêndio em sua cela no Centro Correcional de Mangaung em 2022. No entanto, investigações forenses revelaram que o corpo encontrado não era dele, mas sim de outra vítima, desmoronando a versão oficial dos fatos. Essa fuga audaciosa, que incluiu a forja da própria morte, resultou em um dos maiores casos de manipulação e fraude da história recente.

O Papel de Dr. Nandipha Magudumana

A trama se complica ainda mais com a participação de Dr. Nandipha Magudumana, uma médica renomada na África do Sul. De acordo com a série, ela teria sido fundamental no plano de fuga, alegando ser a “esposa” de Bester para facilitar sua saída e a remoção do corpo. Essa ligação improvável entre um criminoso violento e uma figura pública respeitada gerou grande repercussão na mídia, transformando o caso em uma mistura de crime, sedução e traição.

Dirigida por Anthony Molyneaux, “A Bela e o Bester” apresenta uma narrativa não linear, intercalando entrevistas com jornalistas, familiares, autoridades e especialistas, além de arquivos de notícias e imagens inéditas. Essa montagem fragmentada cria um suspense intenso, embora tenha gerado críticas sobre a confusão cronológica em alguns momentos.

Repercussão e Controvérsias

Antes da estreia, Bester e Magudumana tentaram impedir legalmente o lançamento da série, alegando que isso poderia prejudicar seu direito a um julgamento justo. A Netflix venceu a disputa judicial, permitindo a exibição da série, o que aumentou ainda mais a curiosidade do público. “A Bela e o Bester” não é apenas mais um documentário sobre crime real; a série aborda escândalos midiáticos, falhas no sistema prisional e o poder que pessoas influentes podem exercer, mesmo quando envolvidas em crimes brutais.

A produção levanta questões inquietantes sobre verdade, identidade e como as aparências podem enganar, tanto na mídia quanto na justiça, sem oferecer respostas fáceis. A série promete instigar reflexões profundas sobre a natureza humana e as complexidades do sistema judicial.

Fonte por: Jovem Pan

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