A Shein alcançou 2 bilhões em vendas no Reino Unido em 2024
Empresa aponta faturamento de 2 bilhões de libras e lucro 56,6% superior no mercado britânico, seu terceiro maior do mundo.

A Shein obteve 2,05 bilhões de libras (cerca de US$ 2,77 bilhões) em vendas no Reino Unido, conforme dados divulgados pela agência de notícias Reuters na sexta-feira (15.ago.2025), indicando um aumento de 32,3% em comparação com o ano anterior.
O Reino Unido representa o terceiro mercado mais significativo para a varejista de fast-fashion, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha. A empresa não divulga seus resultados globais publicamente, porém o documento apresenta seu desempenho no Reino Unido, durante o processo de busca por uma IPO (oferta pública inicial) em Hong Kong.
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Originária da China e atualmente sediada em Cingapura, a Shein buscou abrir seu capital por anos, inicialmente em Nova York e posteriormente em Londres. A empresa enfrentou dificuldades, incluindo críticas de políticos dos EUA e do Reino Unido. Além disso, não obteve a aprovação do regulador de valores mobiliários da China para realizar um IPO fora do país, em um contexto de tensões entre China e Estados Unidos.
Em 2024, a Shein Distribution UK Ltd realizou diversas ações no mercado inglês, incluindo a abertura de uma loja temporária em Liverpool, uma viagem de ônibus festiva por 12 cidades do Reino Unido e a criação de 2 novos escritórios em Kings Cross e Manchester.
A empresa varejista expandiu sua presença no mercado em um contexto de queda do poder de compra, decorrente da inflação e da busca de consumidores por opções mais acessíveis. A Shein é reconhecida por seus preços baixos, promoções contínuas e programas de cupons e recompensas que estimulam compras regulares.
A estratégia de negócios da empresa se expandiu para além da moda. O site da Shein no Reino Unido disponibiliza vestidos a partir de 7,99 libras e jeans por 15 libras. A plataforma também oferece produtos como brinquedos, materiais de artesanato e unidades de armazenamento.
As atividades da empresa têm se beneficiado de isenções fiscais para remessas de comércio eletrônico de baixo valor. Esse recurso possibilita que a empresa envie produtos diretamente das fábricas na China para os consumidores finais, geralmente isentos de taxas alfandegárias.
Essa vantagem competitiva está diminuindo, o que deverá elevar os custos operacionais e os preços praticados pela Shein, sobretudo nos EUA, onde as importações chinesas agora sofrem com tarifas mais altas.
O Reino Unido também está revisando sua política para importações de baixo valor, após comerciantes locais alegarem que a regulamentação vigente concede vantagem competitiva indevida a empresas online, como Shein e Temu.
Fonte por: Poder 360