ACM Neto recebe mais de R$ 1,7 milhão do Master na corrida ao governo da Bahia

Ex-prefeito de Salvador recebeu quase R$ 1,8 milhão da gestora de recursos Reag

11/03/2026 11:30

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O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), pré-candidato ao gov...

ACM Neto Recebe R$ 1,7 Milhão do Banco Master

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia, recebeu R$ 1,7 milhão do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e quase R$ 1,8 milhão da gestora de recursos Reag. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

Os valores constam em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão vinculado ao Banco Central. Segundo o documento, os repasses ocorreram através de uma das empresas de ACM Neto após as eleições de 2022, entre dezembro daquele ano e o período de março de 2023 a maio de 2024.

Movimentações Financeiras da Empresa de ACM Neto

Os pagamentos foram direcionados à A&M Consultoria Ltda., empresa da qual ACM Neto é sócio, ao lado da esposa. A empresa foi constituída em 28 de dezembro de 2022, com um capital social de R$ 2 mil.

De acordo com a Receita Federal, a A&M Consultoria tem como atividade principal a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial e, como atividade secundária, atua na área de apoio à educação.

No relatório, o Coaf identificou movimentações financeiras consideradas elevadas, afirmando que a empresa movimentou recursos acima de sua capacidade financeira declarada.

Defesa de ACM Neto

Em resposta às informações, ACM Neto declarou que os valores recebidos são referentes à prestação de serviços de consultoria. Ele ressaltou que a empresa foi criada após deixar o cargo público e que os contratos foram firmados de forma formal, com o devido recolhimento de impostos.

O ex-prefeito também afirmou que os serviços prestados não estão relacionados a investigações em andamento e que os valores recebidos são compatíveis com os rendimentos declarados e outros trabalhos de consultoria realizados no mesmo período.

Contexto do Caso Master

As liquidações do Banco Master, decretadas pelo Banco Central em novembro de 2025, revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro, envolvendo suspeitas de fraudes bilionárias e tentativas de socorro via banco público.

O caso gerou tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central e a Polícia Federal. O Banco Central informou que a decretação do regime especial foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e por violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.

O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhado pela Operação Compliance Zero, que visa combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras.

Fonte por: Jovem Pan

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