Acordo UE-Mercosul será assinado em 17 de janeiro no Paraguai, afirma chanceler

Pablo Quirno afirma que a União Europeia ‘eliminará tarifas para 92% das exportações’ do bloco sul-americano e ‘concederá acesso preferencial para 7,5%’ adicion…

09/01/2026 17:30

1 min de leitura

Pablo Quirno

Acordo entre Mercosul e União Europeia será assinado em janeiro

O chanceler argentino, Pablo Quirno, anunciou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia será assinado no dia 17 de janeiro, no Paraguai. A informação foi divulgada em sua conta no X (ex-Twitter) após a aprovação do tratado pela Comissão Europeia. Este acordo, que vem sendo negociado desde 1999, envolve Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, e visa criar a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de consumidores.

Quirno descreveu o evento como um “acordo histórico e o mais ambicioso entre os blocos”. Com a formalização do tratado, a Argentina e os países do Mercosul terão acesso preferencial ao mercado da União Europeia, que é a terceira maior economia global, com 450 milhões de habitantes e representando cerca de 15% do PIB mundial.

Benefícios e desafios do acordo

O chanceler destacou que a União Europeia eliminará tarifas para 92% das exportações do Mercosul e oferecerá acesso preferencial para outros 7,5%. Isso significa que 99% das exportações agrícolas do bloco sul-americano serão beneficiadas. O acordo promete impulsionar as economias da região, facilitando a exportação de produtos agrícolas para o mercado europeu.

No entanto, o tratado enfrenta resistência do setor agropecuário europeu, que expressa preocupações sobre o impacto da importação em larga escala de produtos como carne, arroz, mel e soja do Mercosul. Em contrapartida, a União Europeia espera exportar veículos, máquinas, queijos e vinhos para os países do Mercosul.

Conclusão sobre o acordo Mercosul-União Europeia

A assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia representa um passo significativo nas relações comerciais entre os blocos. Apesar dos desafios e da resistência de alguns setores, o tratado tem o potencial de transformar o comércio internacional, beneficiando milhões de consumidores e produtores na América do Sul e na Europa.

Fonte por: Jovem Pan

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.