Ajuste fiscal: Habilidade política será crucial para aprovar necessidades do País

Ajuste de 2% do PIB em 4 anos exige mais que cortes; é necessário revisar política do salário mínimo e taxação da alta renda.

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(Imagem de reprodução da internet).

Ajuste Fiscal Primário e Despesas Públicas no Brasil

O próximo governo poderá ter como meta ajustar o resultado fiscal primário em 2% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2026 e 2030, considerando que a despesa primária da União será de aproximadamente 19% do PIB em 2026. Para isso, é fundamental que a despesa pública cresça apenas 1% ao ano em termos reais, enquanto a economia deve apresentar um crescimento médio de 2,0% ao ano.

Se essas premissas se concretizarem, a despesa primária em 2030 poderá ficar em 18,3% do PIB, o que representa uma redução de menos de 1% em relação a 2026. Embora essa diminuição seja significativa, ela pode não ser suficiente para atender às necessidades fiscais do país.

Medidas para Controle de Gastos Públicos

A expressão “maldades” tem sido utilizada para descrever iniciativas que visam conter o crescimento do gasto público. As seguintes medidas são consideradas fiscalmente relevantes e defensáveis:

Propostas Adicionais para um Ajuste Justo

Para que o ajuste fiscal seja percebido como justo, é necessário incluir propostas que impactem diferentes setores da sociedade. Algumas sugestões incluem:

Considerações Finais sobre o Ajuste Fiscal

É importante destacar que alcançar um ajuste de 2% do PIB em quatro anos apenas por meio de cortes de gastos é inviável. Além disso, para que as medidas de ajuste sejam aceitas socialmente, é essencial que incluam propostas que afetem diversos segmentos da população. A habilidade política será crucial para a aprovação das reformas necessárias, e o sucesso desse processo ainda é incerto.

Fonte por: Estadao

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