Alckmin se posiciona contra greve de caminhoneiros
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, em entrevista nesta terça-feira (18 de março de 2026), que não vê justificativa para uma greve de caminhoneiros. Segundo ele, o governo já implementou medidas necessárias para mitigar os efeitos da alta do petróleo sobre o preço do diesel e assegurar o abastecimento.
Alckmin destacou que o governo tomou a iniciativa de agir, mencionando que a venda da BR Distribuidora e de refinarias foi um fator que limitou a capacidade do Estado de regular os preços dos combustíveis.
Ações do governo para conter preços
O vice-presidente listou as ações do governo, que incluem a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e a criação de um subsídio temporário para produtores e importadores. Essas medidas visam evitar o desabastecimento e reduzir o impacto dos preços ao consumidor.
O pacote do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para estabilizar o preço do diesel está orçado em R$ 30 bilhões.
Debates sobre a crise dos combustíveis
Durante um evento, aliados do governo discutiram a crise dos combustíveis e as estratégias eleitorais futuras. O PT manifestou a intenção de propor a criação de uma nova empresa estatal de distribuição de combustíveis, como parte do plano de governo de Lula para um possível quarto mandato.
A proposta visa contornar a cláusula de não concorrência que impede a Petrobras de atuar no varejo até 2029, uma condição estabelecida após a privatização da BR Distribuidora durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Articulações no Congresso e reestatização
O setor político está avaliando as declarações como parte de uma estratégia eleitoral. Para que a Petrobras retome suas atividades antes do prazo, seria necessário renegociar o contrato com a Vibra ou buscar alternativas jurídicas.
O PT já está articulando no Congresso a formação de uma frente parlamentar pela reestatização da antiga BR Distribuidora, atualmente chamada Vibra Energia. O líder do governo na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), é um dos principais defensores dessa ideia, argumentando que o combustível deve ser tratado como um interesse nacional, e não como uma mercadoria sujeita à especulação.
Fonte por: Poder 360
