Anvisa analisa a exigência de CPF para pacientes que buscam canetas emagrecedoras manipuladas
Órgão irá reforçar normas para importação e uso de canetas emagrecedoras
Anvisa Endurece Regras para Importação de Canetas Usadas no Tratamento de Diabetes e Obesidade
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta segunda-feira (6), que irá reforçar a regulamentação sobre a importação e manipulação de canetas utilizadas no tratamento do diabetes e da obesidade. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destacou a importância de garantir produtos seguros e de qualidade para a população brasileira durante uma coletiva de imprensa.
O diretor Daniel Pereira informou que a Anvisa irá implementar novos requisitos de “individualização” para a manipulação da tirzepatida, embora não tenha especificado quais serão esses critérios. Neste ano, a agência já realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação em todo o país, resultando na interdição de oito farmácias e uma importadora devido a irregularidades. Em uma das inspeções, todos os lotes de tirzepatida destinados à produção de canetas foram apreendidos.
Novas Exigências para Manipulação de Substâncias
A Anvisa pretende exigir um certificado de boas práticas de fabricação que esteja alinhado às suas diretrizes para a entrada do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) das canetas no Brasil. Além disso, o órgão estuda a possibilidade de exigir o CPF do paciente no momento do pedido de manipulação da substância.
Atualmente, apenas a farmacêutica Eli Lilly possui autorização para comercializar a tirzepatida no Brasil, sob o nome de Mounjaro. A regulamentação atual permite que o composto seja manipulado e vendido por farmácias em casos específicos, para atender pacientes que não se adaptam às doses disponíveis. No entanto, a Anvisa tem observado uma produção em larga escala que não corresponde ao uso individualizado.
Crescimento no Uso de Canetas Emagrecedoras
Um estudo inédito do Instituto Locomotiva revelou a crescente popularidade das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil. De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (6), 33% dos lares brasileiros afirmam ter pelo menos um morador que utiliza ou já utilizou medicamentos como Ozempic, Mounjaro ou Wegovy.
Em dezembro de 2025, a pesquisa indicou que o uso estava presente em 26% dos lares, mas esse número aumentou para um terço das residências em abril de 2026, evidenciando uma mudança significativa nos hábitos de consumo e saúde da população.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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