Anvisa aprova medicamento para tratamento inicial do Alzheimer
Leqembi, desenvolvido pelas farmacêuticas Biogen e Eisai, utiliza o anticorpo lecanemabe para retardar o declínio cognitivo.
Anvisa aprova novo medicamento para Alzheimer
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a comercialização de um novo medicamento destinado ao tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. O medicamento, chamado Leqembi, é produzido pela farmacêutica japonesa Eisai em parceria com a Biogen e utiliza o anticorpo lecanemabe para retardar o declínio cognitivo em pessoas com demência leve.
Detalhes sobre o medicamento
A aprovação do Leqembi foi publicada no Diário Oficial da União em 22 de dezembro. De acordo com o registro da Anvisa, o lecanemabe atua na redução das placas beta-amiloides no cérebro, que são características da doença de Alzheimer. O medicamento é apresentado como uma solução para diluição e infusão, disponível em embalagens com 1 ou 2 frascos-ampola de 2 mL ou 5 mL, sendo administrado por infusão intravenosa em ambiente hospitalar a cada duas semanas.
O custo do tratamento é elevado, com estimativas de cerca de US$ 26.500 por ano por paciente, o que equivale a aproximadamente R$ 146 mil, conforme os valores apresentados na aprovação pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos) nos Estados Unidos em 2023.
Resultados de estudos clínicos
A eficácia do Leqembi foi avaliada em um estudo que envolveu 1.795 pacientes com Alzheimer em estágio inicial, todos com placas beta-amiloides no cérebro. Os participantes foram divididos entre aqueles que receberam o medicamento e um grupo que recebeu placebo. A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses, utilizando a escala de demência CDR-SB para avaliar a gravidade da doença.
Os resultados mostraram que, entre 1.521 pacientes, aqueles tratados com Leqembi apresentaram um aumento menor na pontuação da escala em comparação aos que receberam placebo. Contudo, o medicamento é contraindicado para pacientes com a mutação do gene ApoE4, pois pode aumentar o risco de efeitos colaterais graves, como inchaço cerebral temporário e pequenos sangramentos. A bula aprovada recomenda a realização de testes genéticos antes do início do tratamento.
Considerações finais
A aprovação do Leqembi representa um avanço no tratamento da doença de Alzheimer, oferecendo uma nova opção para pacientes em estágio inicial. No entanto, o alto custo e as contraindicações destacam a necessidade de uma avaliação cuidadosa antes do uso do medicamento.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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