Anvisa veta comercialização de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil

Agência alerta sobre canetas irregulares e sem garantia de qualidade; saiba mais no Poder360.

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(Imagem de reprodução da internet).

Anvisa Proíbe Canetas Emagrecedoras Irregulares

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou, na quarta-feira (21 de janeiro de 2026), a proibição da venda de canetas emagrecedoras à base de tirzepatida, das marcas Synedica e TG, além de retatrutida, de todas as marcas e lotes. Esses produtos, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras do Paraguai”, foram alvo de uma resolução publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com a Anvisa, esses medicamentos são fabricados por empresas desconhecidas e comercializados em perfis do Instagram, sem registro ou notificação na agência. A falta de regulamentação levanta sérias preocupações sobre a segurança e eficácia desses produtos.

Consequências do Uso Irregular

A decisão da Anvisa foi motivada pelo caso de Kellen Oliveira Bretas Antunes, uma mineira que ficou em estado grave após utilizar uma caneta emagrecedora sem prescrição médica. A agência enfatizou que, devido à origem irregular e desconhecida, esses produtos não oferecem garantia de qualidade e não devem ser utilizados sob nenhuma circunstância.

Em dezembro de 2025, a Anvisa já havia emitido um alerta sobre os riscos associados ao uso de canetas emagrecedoras não regulamentadas, destacando que a venda e o uso desses produtos representam um sério risco à saúde e são considerados crimes hediondos no Brasil.

Exigência de Receita Médica

Desde junho do ano passado, a compra de substâncias emagrecedoras no Brasil requer apresentação de receita médica. Para adquirir medicamentos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida, exenatida, tirzepatida e lixisenatida, o paciente deve apresentar uma receita em duas vias, sendo que a farmácia retém a via original no momento da venda. A validade da receita é de até 90 dias a partir da data de emissão.

Estado de Saúde de Kellen Oliveira

Kellen Oliveira, de 42 anos, está internada em um hospital em Belo Horizonte desde dezembro. Sua filha, Dhulia Antunes, relatou que Kellen começou a usar o medicamento ilegal no final de novembro e começou a apresentar problemas de saúde em meados de dezembro. Recentemente, exames confirmaram que ela está com síndrome de Guillain-Barré, uma condição neurológica rara e grave que afeta os nervos periféricos.

Dhulia informou que a mãe enfrenta severas limitações de movimento, conseguindo apenas mover o pescoço e os dedos das mãos e dos pés.

Fonte por: Poder 360

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