Após decisão de Mendonça, CPMI e PF refutam vazamento no caso Vorcaro

Polícia Federal iniciará investigação sobre vazamento de material; presidente da Comissão afirma que arquivos não foram liberados à imprensa.

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(Imagem de reprodução da internet).

Investigação sobre Vazamento de Dados do Banqueiro Vorcaro

O ministro André Mendonça, do STF, decidiu abrir uma investigação sobre o vazamento de dados relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal (PF) e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS negaram qualquer compartilhamento das informações sigilosas. A decisão foi tomada após um pedido da defesa de Vorcaro, que alegou a divulgação indevida de informações sigilosas ligadas à investigação do Banco Master.

Decisão do Ministro e Responsabilidades

Na sexta-feira (6), Mendonça afirmou que a quebra de sigilo não implica na divulgação automática das informações obtidas durante as investigações. Ele ressaltou que as autoridades que recebem dados restritos têm a responsabilidade de manter o sigilo. O ministro destacou que a divulgação de dados sigilosos não é autorizada apenas pela quebra do sigilo.

Autorização de Compartilhamento de Dados

O compartilhamento dos dados sigilosos de Vorcaro com a CPMI do INSS foi autorizado em 20 de fevereiro, revogando uma decisão anterior do ministro Dias Toffoli, que havia impedido o acesso às informações. Mendonça também estabeleceu regras para o tratamento dos dados, permitindo o compartilhamento apenas entre autoridades diretamente envolvidas no caso e enfatizando a necessidade de preservar o sigilo.

Posicionamento da CPMI e da PF

A CPMI do INSS negou que o vazamento de informações tenha partido de sua comissão. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana, afirmou que a decisão do ministro foi recebida com respeito e que o Congresso possui prerrogativas constitucionais para conduzir investigações, defendendo o equilíbrio entre os Poderes.

A Polícia Federal, em nota, reafirmou que segue rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações e que os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero estão sob sua custódia. A PF também destacou que as defesas dos investigados tiveram acesso integral às informações e que não edita ou seleciona conversas extraídas de equipamentos apreendidos, para garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Conclusão sobre a Investigação

A abertura do inquérito pelo STF visa apurar as alegações de vazamento de dados sigilosos e garantir a integridade das investigações. A atuação da PF e da CPMI será fundamental para esclarecer os fatos e assegurar que as informações sejam tratadas de acordo com a legislação vigente, respeitando os direitos dos envolvidos.

Fonte por: CNN Brasil

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