Ataque dos EUA evidencia estratégia para impulsionar a extrema-direita, diz especialista

Clarissa Forne analisa como o governo Trump cria instabilidade para justificar ações que muitas vezes fogem da legalidade.

04/01/2026 11:30

2 min de leitura

Trump e Maduro

Intervenção dos EUA na Venezuela e suas Implicações

O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela representa uma estratégia do presidente Donald Trump para fortalecer a extrema-direita na América Latina. Essa análise é feita pela professora Clarissa Nascimento Forner, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Segundo Clarissa, a aproximação com governos de extrema-direita é parte do projeto do governo Trump na região. Ela observa que há uma ofensiva clara contra governos que se opõem a essas ideologias, o que reforça a articulação das redes transnacionais de extrema-direita, enfraquecendo assim possíveis governos ou partidos de oposição.

Instabilidade Regional e Ações Futuras

A professora também destaca que os Estados Unidos se consolidam como um fator de instabilidade tanto regional quanto global. Ela menciona que a situação na Venezuela tende a se agravar, e que a intervenção militar americana, conforme anunciado por Trump, dificilmente resolverá a crise interna do país.

Clarissa atribui ao governo Trump a criação de instabilidade como uma forma de justificar ações que muitas vezes fogem da legalidade. Ela cita o uso da força e o sequestro do presidente Maduro e sua esposa como exemplos de ações que desconsideram normas legais, sendo legitimadas pela alegação de uma crise em curso.

Contexto Histórico das Intervenções

O ataque dos Estados Unidos à Venezuela marca um novo capítulo nas intervenções diretas de Washington na América Latina. A última invasão ocorreu em 1989, no Panamá, onde os militares americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, sob acusações de narcotráfico.

Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel de drogas, mas especialistas questionam a existência desse cartel. O governo Trump ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Considerações Finais

Críticos veem a ação dos EUA como uma estratégia geopolítica para afastar a Venezuela de aliados como China e Rússia, além de buscar maior controle sobre as vastas reservas de petróleo do país. A situação atual levanta preocupações sobre futuras intervenções na região, ampliando a instabilidade e os conflitos.

Fonte por: Jovem Pan

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.