Pelo menos 123 mortes foram registradas em razão do ataque israelense em Gaza na quinta-feira (13 de agosto de 2025), de acordo com o Ministério da Saúde do território palestino, sob administração do Hamas.
O balanço de mortes divulgado no período de 24 horas representou o pior da semana e totaliza mais de 60 mil vítimas fatais da guerra, que já dura quase dois anos.
O Ministério da Saúde comunicou que 8 indivíduos, entre eles 3 crianças, faleceram por falta de alimento ou desnutrição nas últimas 24 horas em Gaza, totalizando 235 mortes por estas razões desde o início do conflito.
A guerra iniciou-se em 7 de outubro de 2023, em reação de Israel ao ataque do Hamas que resultou em 1.200 mortes e deixou aproximadamente 250 pessoas como reféns.
O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Likud, direita) questiona o número de vítimas apresentado pelo grupo extremista.
Negociações no Egito
Khalil Al-Hayya, principal negociador do Hamas, esteve no Cairo para discutir um cessar-fogo com autoridades egípcias. Durante o encontro, Al-Hayya também abordou a necessidade de assistência para “aliviar o sofrimento da população de Gaza”.
Segundo fontes de segurança do Egito, as negociações envolvem a transferência de armas pelo Hamas. Um líder do grupo extremista declarou, via Reuters, que todas as propostas estão em discussão, contanto que Israel pare o conflito e se retire. Contudo, afirmou que “entregar armas antes do fim da ocupação é inviável”.
Netanyahu declarou, no domingo (10.ago), que implementaria “muito em breve” um plano de ocupação completa da Faixa de Gaza, iniciando pela Cidade de Gaza. O primeiro-ministro israelense afirmou que, “diante da recusa do Hamas em desarmar”, seu país “não tem outra alternativa a não ser terminar”.
Fonte por: Poder 360
