Ataques de separatistas no Paquistão resultam em mais de 125 mortos

Rebelião no Baluchistão: região rica em minerais enfrenta décadas de conflitos e pobreza na fronteira com Irã e Afeganistão.

31/01/2026 22:20

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Homem ferido em maca após ataque separatista no Paquistão

Atentados no Baluchistão resultam em mortes de civis e forças de segurança

Recentes ataques coordenados por separatistas do Baluchistão no sudoeste do Paquistão deixaram pelo menos 18 civis e 15 agentes das forças de segurança mortos, conforme informado por autoridades locais neste sábado (31). Além disso, 92 militantes, incluindo três agressores suicidas, também foram mortos durante os confrontos.

A região de Baluchistão, que faz fronteira com o Irã e o Afeganistão, é marcada por uma longa rebelião separatista e é rica em recursos minerais e hidrocarbonetos. O braço de comunicação das Forças Armadas do Paquistão (ISPR) relatou que os ataques ocorreram em várias localidades, incluindo a capital provincial, Quetta, e a cidade de Gwadar.

Reivindicações e táticas dos separatistas

O Exército de Libertação do Baluchistão, o principal grupo separatista da região, assumiu a responsabilidade pelos ataques, que visaram instalações militares e autoridades policiais. Os separatistas também bloquearam rodovias para dificultar a resposta das forças de segurança.

Esses ataques ocorreram um dia após o anúncio do Exército paquistanês sobre a morte de 41 rebeldes. Um funcionário das forças de segurança informou que os separatistas realizaram ataques coordenados em mais de 12 locais, embora a execução tenha sido considerada medíocre devido ao planejamento deficiente.

Reação do governo e situação local

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, elogiou as forças de segurança e reafirmou o compromisso do governo em combater o terrorismo até sua completa erradicação. Em Quetta, a cidade estava em estado de alerta, com ruas desertas e lojas fechadas durante uma grande operação de segurança.

Nos últimos anos, os separatistas intensificaram os ataques contra cidadãos de outras províncias que trabalham na região, além de empresas estrangeiras do setor de energia. O ano de 2024 já se mostrou particularmente violento, com mais de 1.600 mortes registradas, quase metade delas entre soldados e policiais, segundo dados do Centro de Pesquisa e Estudos de Segurança de Islamabad.

Fonte por: Jovem Pan

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