Backup no iCloud resulta na prisão de MC Ryan SP e Poze

PF realiza 39 prisões e 45 buscas em 8 estados após mapear organização criminosa com dados na nuvem.

16/04/2026 16:40

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Na imagem, o MC Ryan SP (à esq.) e o MC Poze do Rodo (à dir.); a...

Operação da Polícia Federal resulta em prisões de artistas e influenciadores

A Polícia Federal prendeu, na quarta-feira (15 de abril de 2026), MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, e os influenciadores Raphael Sousa Oliveira e Chrys Dias. A ação faz parte de uma investigação contra uma organização criminosa acusada de lavar mais de R$ 1,6 bilhão.

Investigação e descobertas iniciais

A investigação teve início a partir da análise de arquivos do iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado, coletados em operações anteriores em 2025. Esses dados permitiram à PF mapear uma estrutura criminosa que operava com plataformas de apostas não autorizadas, rifas digitais clandestinas e narcotráfico internacional.

Mandados de prisão e bloqueio de bens

A operação cumpriu 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 1,63 bilhão, incluindo criptomoedas em diversas corretoras.

Documentos e evidências da organização criminosa

O material encontrado no iCloud de Rodrigo funcionava como um “mapa” da organização, contendo extratos bancários, comprovantes e documentos financeiros. A apuração teve origem em evidências de operações anteriores que investigavam lavagem de dinheiro relacionada a jogos de azar e narcotráfico.

Estrutura da organização criminosa

A PF identificou que a organização operava de forma autônoma, especializada em lavagem de capitais em larga escala. Rodrigo de Paula Morgado foi apontado como o operador financeiro do grupo, coordenando movimentações bancárias e auxiliando na blindagem patrimonial de MC Ryan SP.

MC Ryan SP como líder da organização

Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, foi identificado como o líder e principal beneficiário econômico da organização. Ele utilizava empresas de entretenimento para misturar receitas lícitas com recursos de apostas ilegais.

Estratégias de blindagem patrimonial

A investigação revelou que o cantor estruturou mecanismos para proteger seu patrimônio, transferindo participações societárias a familiares e terceiros. Os valores eram reinseridos na economia formal, sendo aplicados em imóveis e veículos de luxo.

Outros envolvidos na operação

Tiago de Oliveira foi apontado como braço-direito de MC Ryan SP, centralizando recursos e participando de negociações. Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga, atuou como intermediário entre plataformas de apostas e o grupo, enquanto MC Poze do Rodo estava vinculado a empresas ligadas a rifas digitais.

Divulgação e imagem pública

A PF destacou que influenciadores e páginas de grande alcance eram utilizados para promover apostas e melhorar a imagem do grupo. Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, atuava como operador de mídia, recebendo valores para divulgar conteúdos favoráveis ao grupo.

Medidas judiciais e defesas

A Justiça autorizou a apreensão de bens, incluindo dinheiro em espécie acima de R$ 10 mil, joias e veículos. As defesas de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo afirmaram que ainda não tiveram acesso aos autos e que se manifestarão após análise completa do processo.

Fonte por: Poder 360

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