Base do governo na CPMI do INSS apresenta relatório à PF

Parlamentares alegam que relatório majoritário foi “sabotado” pelo presidente da Comissão

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Parlamentares entregam relatório "da Maioria" da CPMI do Inss à PF

Parlamentares entregam relatório "da Maioria" da CPMI do Inss à PF

Relatório Paralelo da CPMI do INSS é Entregue à Polícia Federal

Na tarde desta terça-feira (7), a bancada da maioria no Congresso Nacional apresentou o relatório “paralelo” da CPMI do INSS ao diretor da Polícia Federal, André Rodrigues. O vice-líder do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que o documento foi elaborado por dois terços da comissão de inquérito e reflete a posição majoritária dos parlamentares.

Críticas à Não Aprovação do Relatório

Pimenta criticou a não aprovação do relatório, alegando que o presidente da comissão não respeitou o regimento interno ao não colocá-lo em votação. A entrega do relatório à PF teve um caráter institucional, visando contribuir com as investigações em andamento. Além disso, os parlamentares planejam entregar o documento à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público Federal (MPF) ainda nesta terça-feira.

Na quarta-feira (8), os deputados também devem apresentar o parecer ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que é o relator do caso na Corte.

Contexto da CPMI do INSS

Recentemente, a CPMI do INSS rejeitou o parecer de Alfredo Gaspar (PL-AL), o que foi considerado uma vitória para a base aliada ao governo Lula (PT). Sem a designação de um novo relator, a comissão encerrou suas atividades sem a aprovação de um parecer final.

O relatório, que possui cerca de 4,3 mil páginas, sugere o indiciamento de mais de 200 pessoas envolvidas em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Após a rejeição do parecer anterior, a comissão não conseguiu analisar o relatório “paralelo”.

Propostas do Relatório da Maioria

O chamado “Relatório da Maioria” propõe o indiciamento de 130 pessoas e a continuidade das investigações sobre condutas suspeitas envolvendo 71 indivíduos. Pimenta afirmou que o relatório apresenta evidências de que o ex-presidente Jair Bolsonaro seria o líder da organização criminosa.

O deputado também criticou o presidente da CPMI, Carlos Viana (PSD-MG), acusando-o de sabotar o relatório da maioria, o que gerou descontentamento entre os membros da comissão.

Fonte por: CNN Brasil

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