Movimento pela Prisão Domiciliar de Jair Bolsonaro
O parecer favorável do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, gerou questionamentos entre os aliados do ex-presidente sobre a origem dessa decisão. De acordo com fontes próximas, a responsabilidade pelo movimento é atribuída a Flávio Bolsonaro.
Nos bastidores, a interpretação é de que uma reunião recente entre Flávio e o ministro Alexandre de Moraes foi crucial para viabilizar a prisão domiciliar. Um dos aliados comentou que, após essa conversa, Moraes ficou convencido da necessidade de buscar a PGR. Outro interlocutor destacou que a iniciativa de Flávio teve um impacto significativo na situação.
Desvinculação de Tarcísio de Freitas
Além disso, essa movimentação parece ter como objetivo afastar o governador Tarcísio de Freitas do processo, que também havia se reunido com Moraes e era considerado um possível articulador para a soltura de Bolsonaro. Um dos aliados afirmou que, apesar de Tarcísio ter potencial, a última reunião com Flávio foi determinante para a mudança de rumo.
A ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, também é mencionada como parte da articulação, atuando em canais discretos enquanto Flávio mantinha a comunicação direta. A percepção é de que Moraes se sente mais à vontade com Flávio, que é visto como uma figura mais moderada em comparação a outros interlocutores.
Pressões e Interpretações Divergentes
Entretanto, uma visão diferente circula entre alguns deputados, que acreditam que a decisão não deve ser creditada a Bolsonaro, Flávio ou Tarcísio. Para eles, a consulta à PGR por parte de Moraes foi impulsionada pela pressão crescente sobre o ministro, que se tornou insustentável devido à deterioração da saúde do ex-presidente. Um parlamentar afirmou que a pressão sobre Moraes foi o que o levou a buscar apoio da PGR.
Fonte por: Jovem Pan
