BC demite dois funcionários envolvidos em esquema de mesada de Vorcaro

BC classifica afastamento como cautelar devido a suspeitas de vantagens indevidas; autarquia emite nota sobre operação da PF.

04/03/2026 19:30

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Banco Central do Brasil

Funcionários do Banco Central Afastados por Suspeitas de Corrupção

Dois funcionários do Banco Central do Brasil foram afastados cautelarmente após serem suspeitos de envolvimento em atividades ilícitas relacionadas ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foi preso pela segunda vez. A informação foi divulgada pela autarquia em nota oficial.

Identificação dos Funcionários e Ação do Banco Central

Os servidores afastados são Belline Santana, chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, que também ocupava uma posição de chefia-adjunta no mesmo departamento. O Banco Central elogiou a atuação da Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga o caso.

Suspeitas de Vantagens Indevidas

Os dois funcionários são suspeitos de receber vantagens indevidas, o que levanta questões sobre a credibilidade do órgão responsável pela supervisão do sistema financeiro, especialmente em meio a um rombo bilionário associado ao Banco Master. O Banco Central identificou indícios de irregularidades durante uma revisão interna de processos de fiscalização e liquidação.

Medidas Cautelares e Investigação

Além do afastamento, o Banco Central restringiu o acesso dos funcionários às suas dependências e sistemas, e instaurou procedimentos correcionais. A autarquia também comunicou os indícios de crimes à Polícia Federal. A decisão judicial aponta que os funcionários mantinham um relacionamento ilícito com Vorcaro, recebendo pagamentos por meio de estruturas empresariais para ocultar os valores.

Consequências e Repercussões

O Supremo Tribunal Federal impôs medidas cautelares aos funcionários, como a proibição de contato com outros investigados e a suspensão do exercício da função pública. O Banco Central reafirmou seu compromisso com o devido processo legal e a ampla defesa, garantindo que eventuais infrações serão punidas conforme a legislação vigente.

A terceira fase da Operação Compliance Zero segue em andamento, após bloqueios bilionários e prisões preventivas em etapas anteriores. O desfecho deste caso é observado atentamente por investidores e membros do sistema financeiro, dada a sua relevância para a governança do órgão central da política monetária.

Fonte por: Poder 360

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