Previsões do Mercado Financeiro para 2026
O mercado financeiro revisou suas expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, aumentando a projeção para o final de 2026 de 12% para 12,13% ao ano. Essa informação foi divulgada no Boletim Focus pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (9). Além disso, as previsões para a inflação (IPCA), crescimento do PIB e preço do dólar sofreram alterações mínimas.
A expectativa para a Selic em 2027 permanece em 10,50%, enquanto para 2028 e 2029, as projeções são de 10% e 9,50%, respectivamente. O Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva, mas indicou a possibilidade de redução nas próximas reuniões, dependendo do controle dos preços e da inflação.
Inflação (IPCA)
A previsão para a inflação oficial do Brasil em 2026 se manteve em 3,91%, ligeiramente acima da meta do governo, que é de 3%. Para 2027, a estimativa subiu de 3,79% para 3,80%, enquanto para 2028 e 2029, a expectativa é de 3,50%.
O Brasil encerrou 2025 com uma inflação de 4,26%, superando as expectativas dos economistas. A nova regra de inflação estabelece um centro de meta de 3%, com variações permitidas entre 1,5% e 4,5%. Se os preços ultrapassarem essa faixa por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o controle da meta.
Crescimento do PIB
A previsão do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 se manteve em 1,82%. O Banco Central, por sua vez, elevou sua estimativa de crescimento para 2023 de 2% para 2,3%, impulsionada pelo bom desempenho do agronegócio e pela economia que superou as expectativas no final do ano passado.
Para os anos seguintes, a previsão é de 1,80% em 2027 e 2% para 2028 e 2029.
Expectativas para o Dólar
A estimativa para o valor do dólar ao final de 2026 foi levemente reduzida, passando de R$ 5,42 para R$ 5,41. Para os anos seguintes (2027, 2028 e 2029), a previsão se estabilizou em R$ 5,50.
Em 2025, o dólar encerrou o ano a R$ 5,48, representando uma queda de 11,18% em relação ao real. Essa valorização do real se deve ao enfraquecimento do dólar globalmente e à atração de investimentos estrangeiros pela alta taxa de juros no Brasil.
Fonte por: Jovem Pan
