Bolsonaristas comentam declaração de Alexandre de Moraes: ‘Fiz o que tinha que fazer’

Ministro do STF faz discurso na colação de grau da USP enquanto determina transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha

16/01/2026 16:50

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(Imagem de reprodução da internet).

Moraes afirma que agiu corretamente após transferir Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, declarou que “fez o que tinha que fazer” logo após a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a unidade conhecida como Papudinha, na quinta-feira, 15. Essa afirmação gerou reações entre os aliados e apoiadores de Bolsonaro.

Declaração durante cerimônia de formatura

A declaração de Moraes ocorreu durante a colação de grau da 194.ª turma da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde ele foi paraninfo. O ministro não mencionou diretamente Bolsonaro, mas sua fala foi interpretada como uma referência ao ex-presidente e à sua transferência.

Reações nas redes sociais

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou um trecho do vídeo em que Moraes faz a declaração, criticando a imparcialidade do ministro. A deputada Caroline de Toni (PL-SC) também se manifestou, afirmando que a postura de Moraes é incompatível com a função de juiz e pedindo seu impeachment.

Rodrigo Valadares (União-SE) expressou sua indignação nas redes sociais, questionando o exemplo que os formandos em direito estão recebendo e alertando sobre as consequências da soberania excessiva.

Transferência para a Papudinha

Na mesma data, Moraes determinou que Bolsonaro fosse transferido da sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O ex-presidente cumprirá a prisão em condições consideradas “ainda mais favoráveis”, em uma sala exclusiva e isolada dos demais detentos.

Bolsonaro havia reclamado das condições na sede da Polícia Federal, citando problemas como o barulho do ar-condicionado e a alimentação. Moraes, ao comentar sobre as queixas, destacou que as condições relatadas não são comuns para a maioria dos presos no Brasil.

Fonte por: Estadao

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