Bolsonaro descreve rotina na ‘Papudinha’ em depoimento à PF
Laudo médico do STF revela rotina diária do ex-presidente no 19º Batalhão da PM, com detalhes sobre dieta e exercícios.
Rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na “Papudinha“
O ex-presidente Jair Bolsonaro compartilhou detalhes sobre sua rotina na “Sala de Estado Maior” do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, no Distrito Federal. As informações foram divulgadas no laudo médico da Polícia Federal, que foi tornado público pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o laudo, Bolsonaro acorda por volta das 5h, mas se levanta apenas às 8h. Suas manhãs são dedicadas à leitura de livros, enquanto as tardes são reservadas para descanso, que inclui uma breve soneca e a visualização de programas esportivos na televisão. Ele também interage com os policiais militares que fazem sua guarda e, ao final do dia, realiza uma caminhada de aproximadamente 1 km sob escolta.
Alimentação e estado emocional
O ex-presidente informou que aceita apenas o café da manhã fornecido pela unidade prisional, que consiste em achocolatado e pão com manteiga. As demais refeições, almoço e jantar, são trazidas por familiares e incluem arroz, feijão, proteína e salada. Nos intervalos, ele consome bolos e biscoitos oferecidos por visitantes.
Em relação ao seu estado emocional, Bolsonaro afirmou que busca manter-se equilibrado, expressando preocupação com sua família. Ele recebe visitas semanais de um pastor e de um fisioterapeuta. O laudo médico concluiu que seu quadro clínico é estável, embora ele tenha doenças crônicas, como apneia do sono e hipertensão, que requerem acompanhamento contínuo.
Conclusão sobre a necessidade de transferência
O laudo da Polícia Federal indicou que Bolsonaro pode continuar em “Papudinha” durante seu tratamento, descartando a necessidade de transferência para um hospital penitenciário ou prisão domiciliar. A perícia foi solicitada após sua transferência para a Sala de Estado Maior, e o documento foi desclassificado para que advogados e a Procuradoria-Geral da República se manifestassem.
Embora a defesa tenha solicitado a prisão domiciliar devido a uma suposta piora em sua saúde, os peritos confirmaram que suas comorbidades estão sob controle. O laudo também negou diagnósticos mais graves e recomendou adaptações na cela para garantir sua segurança, como a instalação de barras de apoio e acompanhamento fisioterapêutico contínuo.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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