Transferência de Jair Bolsonaro para nova unidade prisional
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para uma Sala de Estado-Maior no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Moraes destacou que a nova sala oferece condições “mais favoráveis” para o ex-presidente.
A nova unidade prisional permitirá um aumento no tempo de visitas familiares, além de proporcionar a realização de exercícios e banho de sol em horários adequados. Bolsonaro poderá instalar equipamentos para fisioterapia, como esteira e bicicleta, conforme orientação médica.
Condições da nova unidade prisional
A nova sala possui 64,83 m² e inclui banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa. A cozinha será equipada para o preparo e armazenamento de alimentos, enquanto o banheiro terá água quente. O quarto contará com cama de casal e TV, em contraste com a cela anterior de 12 m² na PF.
Bolsonaro agora terá direito a cinco refeições diárias e acesso a atendimento médico próximo. Moraes argumentou que, devido às queixas do ex-presidente sobre as condições na PF, a transferência é conveniente.
Saúde de Jair Bolsonaro
Condenado a 27 anos e 3 meses por liderar um plano de golpe de Estado, Bolsonaro cumpriu parte da pena em sua residência em Brasília antes de ser transferido para a unidade da PF. Todas as saídas do ex-presidente foram para procedimentos médicos.
No dia 6 de janeiro, Bolsonaro sofreu uma queda na cela e passou por exames para verificar possíveis danos neurológicos. Recentemente, a defesa solicitou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária.
Críticas e defesa da decisão judicial
Na nova decisão, Moraes comentou sobre as manifestações de apoiadores de Bolsonaro, que sugeriam que a prisão do ex-presidente era uma “estadia hoteleira”. O ministro fez um balanço das condições do sistema carcerário no Brasil, ressaltando que Bolsonaro, por ser ex-presidente, está em uma situação privilegiada.
Moraes também mencionou que a defesa de Bolsonaro criticou as condições da cela, mas ressaltou que os benefícios concedidos são excepcionais e não se aplicam à maioria dos detentos. O ministro destacou que a crítica ao ar-condicionado é inusitada, considerando as condições especiais de cumprimento de pena do ex-presidente.
O ministro concluiu que há uma campanha de desinformação para deslegitimar o Judiciário, ignorando as condições privilegiadas de Bolsonaro na prisão. Ele enfatizou que o ex-presidente está em uma sala exclusiva, com espaço e comodidades superiores às de outros detentos.
Fonte por: Poder 360
