Bolsonaro solicita visitas de Derrite, Feliciano, Kicis e mais dois nomes
Defesa apresenta 5 petições ao STF para autorizar encontros com aliados políticos. Confira no Poder360.
Defesa de Jair Bolsonaro Solicita Visitas ao STF
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, na sexta-feira (13 de fevereiro de 2026), cinco novos pedidos de autorização para visitas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, está detido na Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Aliados que Buscam Autorização para Visitas
Os aliados que aguardam autorização para visitar Bolsonaro incluem:
- Guilherme Muraro Derrite: deputado federal (PP-SP) e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo;
- Marco Antônio Feliciano: deputado federal (PL-SP) e pastor, uma das principais lideranças evangélicas da base bolsonarista;
- Beatriz Kicis Torrents de Sordi (Bia Kicis): deputada federal (PL-DF) e ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara;
- Anderson Luis de Moraes: secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Rio de Janeiro;
- José Vicente Santini: advogado e ex-secretário de governo, atuou em cargos estratégicos durante a gestão de Bolsonaro.
Na justificativa das petições, a defesa argumenta que as solicitações visam permitir um “encontro pessoal específico” entre Bolsonaro e seus interlocutores, ressaltando que as datas das visitas seriam “oportunamente ajustadas” para garantir um diálogo direto.
Regras para Visitas no STF
A decisão sobre a liberação das visitas cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que tem exercido um controle rigoroso sobre o fluxo de visitas a investigados, visando evitar articulações políticas externas e a troca de informações que possam comprometer as investigações da Polícia Federal.
As visitas de autoridades e parlamentares a presos sob a jurisdição do STF não são automáticas e dependem de uma análise individual do relator, que avalia a conveniência da medida. Em situações anteriores, Moraes negou pedidos semelhantes quando considerou que havia risco de prejuízo à instrução processual ou quando a justificativa de “diálogo técnico” não foi considerada suficiente.
Não há um prazo definido para que Moraes se pronuncie sobre as cinco petições. Enquanto isso, os advogados de Bolsonaro enfatizam que o contato com seus aliados é um direito fundamental, essencial para tratar de assuntos de interesse direto do ex-presidente.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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