Bombeiros enfrentam incêndio histórico na Patagônia, Argentina
Fogo devasta Parque Nacional Los Alerces, Patrimônio Mundial da Unesco, com mais de 50 mil hectares destruídos.
Incêndios Florestais na Patagônia Argentina
A Argentina mobilizou bombeiros de diversas regiões para combater incêndios florestais na província de Chubut, localizada no sul da Patagônia, nesta segunda-feira (2). A ação foi uma extensão dos esforços realizados no último final de semana, onde cerca de 20 aeronaves e 450 profissionais enfrentaram condições adversas, como ventos fortes e altas temperaturas.
Até o momento, mais de 50 mil hectares foram devastados pelas chamas. Os incêndios florestais são recorrentes na Patagônia durante o verão, mas desta vez afetaram o Parque Nacional Los Alerces, um Patrimônio Mundial da Unesco, conhecido por suas árvores que podem viver mais de 3.600 anos, tornando-se uma das espécies mais antigas do mundo.
Protestos em Buenos Aires
Na sexta-feira (30), organizações políticas e ambientais realizaram uma marcha até o Ministério da Segurança da Argentina, exigindo ações mais eficazes do governo diante da emergência provocada pelos incêndios. Os manifestantes criticaram as medidas de austeridade do presidente Javier Milei, que resultaram em cortes significativos nos recursos destinados à ajuda humanitária.
O governo argentino declarou estado de emergência em quatro províncias afetadas pelo fogo na Patagônia. A parlamentar da oposição, Lucia Campora, destacou que a medida não oferece suporte econômico adequado aos 3 mil moradores afetados e apontou que o orçamento para combate a incêndios foi subutilizado no ano anterior, com uma redução de 78% prevista para o próximo ano.
Laura Bastia, da Rede Universitária para a Crise Climática, criticou a demora do governo em agir, ressaltando que os cortes no financiamento climático comprometeram os mecanismos de prevenção de incêndios. De acordo com o Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus da União Europeia, os incêndios em Chubut atingiram níveis sem precedentes em janeiro de 2026, queimando pelo menos 45 mil hectares e apresentando a atividade de incêndios mais intensa em duas décadas.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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