Brasil alcança 6º lugar em ranking mundial de crescimento do PIB

Brasil registra crescimento de 1,1% no 1º trimestre de 2026, superando média do G7 e da zona do euro.

29/05/2026 12:40

2 min

Brasil alcança 6º lugar em ranking mundial de crescimento do PIB
(Imagem de reprodução da internet).

Crescimento do PIB Brasileiro no 1º Trimestre de 2026

O Brasil alcançou a 6ª posição em um ranking de crescimento econômico, segundo a Austin Rating, que analisou 45 economias que já divulgaram seus dados do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre de 2026. O país registrou um crescimento de 1,1% de janeiro a março em comparação ao trimestre anterior, ajustado sazonalmente, conforme informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esse desempenho coloca o Brasil à frente de economias como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Japão e França. No comparativo anual, o PIB brasileiro cresceu 1,8% em relação ao mesmo período de 2025, embora tenha ficado abaixo da média global de 2,9% e acima da média do G7 (1,1%) e da zona do euro (0,8%).

Ranking Global de Crescimento Econômico

Hong Kong liderou o ranking com um crescimento trimestral de 2,9%, seguido por Taiwan (2,8%) e Dinamarca (1,9%). A China ficou em 5º lugar, com uma expansão de 1,3%. O crescimento brasileiro foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que avançou 2,0% em relação ao final de 2025, enquanto a indústria cresceu 1,0% e os serviços tiveram uma alta de 0,5%.

Embora o Brasil tenha apresentado resultados positivos, o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, alerta que a política monetária restritiva do Banco Central pode desacelerar a economia nos próximos trimestres. Ele enfatiza que a redução da atividade econômica é necessária para controlar a inflação e que os altos juros já estão impactando os investimentos produtivos.

Desafios Futuros para a Economia Brasileira

Agostini prevê que a desaceleração da economia deve continuar, e o principal desafio será evitar uma deterioração mais acentuada do crescimento em 2027. O economista destaca que o governo e o Banco Central precisam buscar um “pouso suave” para a economia.

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Além disso, fatores externos, como conflitos geopolíticos e disputas tarifárias, devem continuar a pressionar a atividade econômica ao longo do ano. Agostini também expressou preocupação com os possíveis impactos climáticos sobre o agronegócio no segundo semestre, especialmente em relação ao fenômeno El Niño.

Considerações Finais

O crescimento do PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2026 reflete um cenário econômico desafiador, onde a combinação de crescimento moderado e políticas monetárias restritivas será crucial para o futuro econômico do país. A atenção deve ser voltada para a manutenção do crescimento sustentável e a mitigação dos riscos externos que podem afetar a economia.

Fonte por: Poder 360

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