Brasil e China buscam aliança estratégica contra os EUA no G20

Em Pequim, secretário do Ministério da Fazenda afirma que países se unem contra modelo dos EUA na cúpula. Confira no Poder360.

09/06/2026 09:40

2 min

Brasil e China buscam aliança estratégica contra os EUA no G20
(Imagem de reprodução da internet).

Brasil e China se Unem para Enfrentar os EUA no G20

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Mathias Alencastro, anunciou que Brasil e China estão alinhando uma estratégia conjunta para a próxima reunião do G20, que ocorrerá nos dias 15 e 16 de dezembro em Miami, Flórida. Em entrevista a jornalistas em Pequim, Alencastro expressou a insatisfação dos dois países com a administração dos Estados Unidos no G20 e a necessidade de formar um bloco para pressionar por reformas.

Reformas e Modernização do G20

Alencastro enfatizou a importância de preservar o G20 como o principal fórum de relações internacionais, ao mesmo tempo em que se aproveita a presença dos EUA para promover reformas que tornem o grupo mais eficiente. Ele destacou a intenção de manter a cúpula aberta ao multilateralismo e focar em discussões sobre modelos de financiamento sustentável.

Cooperação Financeira Brasil-China

O secretário participou do 3º Fórum de Cooperação Financeira Brasil-China, onde esteve acompanhado do vice-ministro das Finanças da China, Liao Min. Durante o evento, Alencastro ressaltou o fortalecimento das relações diplomáticas entre os dois países, especialmente com o Brasil assumindo a presidência do G20 em 2024 e dos Brics em 2025, além de sediar a COP 30 no mesmo ano.

Alinhamento Estratégico

O secretário brasileiro mencionou que Brasil e China têm trabalhado em sintonia nas discussões sobre questões globais. Ele revelou que o vice-ministro chinês costuma se reunir com sua contraparte brasileira antes de fóruns internacionais para coordenar estratégias e alinhar posições.

Conclusão

A aproximação entre Brasil e China no contexto do G20 reflete uma nova dinâmica nas relações internacionais, onde ambos os países buscam um papel mais ativo e influente nas discussões sobre os desafios globais. A expectativa é que essa colaboração resulte em propostas concretas durante a cúpula em Miami.

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Fonte por: Poder 360

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