Brasil e EUA firmam acordo para combater o crime organizado
Cooperação entre Receita Federal e agência de fronteira dos EUA garante compartilhamento em tempo real de dados sobre armas e materiais sensíveis.
Brasil e EUA firmam acordo para combater crime organizado
O Ministério da Fazenda anunciou, na última sexta-feira (10), uma colaboração entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos com o objetivo de combater o crime organizado. O acordo visa ampliar a troca de informações sobre o fluxo de armas e drogas entre os dois países.
A parceria entre a Receita Federal e a agência de fronteira dos EUA prevê o compartilhamento em tempo real de dados sobre envios de armas e materiais sensíveis, além de um reforço nas ações contra o tráfico de drogas.
Detalhes do acordo e expectativas futuras
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que o plano foi impulsionado após conversas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durigan afirmou que este é um passo significativo para a cooperação no combate ao crime organizado e que há a expectativa de avançar em outras áreas de colaboração.
A iniciativa foi apresentada em um momento em que o governo brasileiro aguarda uma possível visita de Lula aos EUA, que estava prevista para março, mas não foi confirmada. Lula tem manifestado a disposição do Brasil em trabalhar em conjunto com os EUA, incluindo a identificação de brasileiros envolvidos em atividades criminosas no exterior.
Prioridades do governo brasileiro
Com a reeleição em vista, Lula colocou entre as prioridades do Ministério da Fazenda a implementação de ações concretas no combate ao crime organizado, uma pauta frequentemente abordada por políticos de direita. O anúncio da cooperação ocorre em um contexto em que Washington considera a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, algo que o governo brasileiro rejeita.
Resultados das ações de combate ao tráfico
Segundo dados do Ministério da Fazenda, o Brasil apreendeu mais de 1,5 tonelada de drogas provenientes dos EUA apenas no primeiro trimestre deste ano. Nos últimos 12 meses, foram confiscadas 1.168 partes de armas com a mesma origem, evidenciando a necessidade de ações conjuntas para enfrentar o problema do crime organizado.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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