Brasil e Índia lançam sistema de certificação eletrônica para comércio

Sistema digitaliza documentos e acelera emissão de 48 para apenas 2 horas em operações comerciais. Confira no Poder360.

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(Imagem de reprodução da internet).

Brasil e Índia firmam acordo para certificados de origem eletrônicos

O governo brasileiro implementou um sistema de Certificados de Origem Eletrônicos (COE) em parceria com a Índia, visando facilitar as operações comerciais entre os dois países. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, assinou o Memorando de Entendimento em Nova Délhi no último sábado (21 de fevereiro de 2026). Essa iniciativa é parte do acordo comercial entre o Mercosul e a Índia.

Com a nova sistemática, será possível emitir certificados de origem de forma digital, substituindo o processo tradicional que utiliza documentos físicos. Assim, os operadores comerciais de ambas as nações poderão processar e assinar os certificados eletronicamente.

Benefícios da digitalização dos certificados

A digitalização dos certificados é uma medida que integra a agenda de facilitação comercial do MDIC, com o objetivo de modernizar as transações entre Brasil e Índia. Essa iniciativa busca aumentar a agilidade nas operações e reduzir os custos operacionais.

O tempo necessário para a emissão dos certificados será significativamente reduzido, passando de até 48 horas para cerca de 2 horas com o novo sistema eletrônico. Além disso, a segurança das operações será aprimorada por meio do uso de assinaturas digitais.

Setores beneficiados

Os principais setores que se beneficiarão da certificação eletrônica incluem:

Perspectivas comerciais entre Brasil e Índia

A adoção de certificados eletrônicos com a Índia é uma extensão de iniciativas anteriores do Brasil com outros países da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai. O acordo foi firmado durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia.

A Índia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil na Ásia e o quinto no mundo, com uma corrente de comércio que ultrapassou US$ 15 bilhões em 2025. O presidente Lula expressou a intenção de aumentar esse volume para US$ 30 bilhões até 2030.

Fonte por: Poder 360

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