Brasil enfrenta tempestades e eventos climáticos, apostando na sorte

País carece de política de ocupação do solo e prevenção de desastres naturais, sem plano eficaz para mitigar danos climáticos.

11/01/2026 18:30

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Desafios Climáticos e Ocupação Urbana no Brasil

Estamos em janeiro, um período marcado por tempestades e eventos climáticos, como ocorre todos os anos desde a colonização do Brasil. Historicamente, as autoridades eram mais rigorosas quanto à ocupação de áreas consideradas impróprias para habitação, como as várzeas de São Paulo e os morros do Rio de Janeiro.

Com a chegada dos imigrantes europeus, as várzeas paulistanas começaram a ser ocupadas, enquanto os morros cariocas passaram a receber moradores após o fim da escravidão e a Guerra de Canudos. A palavra “favela”, originária da Bahia, foi utilizada pelos soldados para designar as comunidades nas encostas, que frequentemente não receberam as moradias prometidas pelo governo.

Consequências da Falta de Políticas Habitacionais

Com o passar dos anos, a situação das favelas se agravou, refletindo a falta de preocupação das autoridades com a moradia dos mais pobres. Exemplos como Paraisópolis e Rocinha mostram os esforços das comunidades para melhorar suas condições de vida, apesar da ausência de políticas públicas eficazes.

O Brasil carece de uma política de ocupação do solo e de um plano eficiente para prevenir desastres naturais. A repetição de eventos climáticos a cada verão resulta em promessas vazias e discursos que não se concretizam quando as tragédias ocorrem.

Mapa dos Desastres Naturais

As áreas mais afetadas por desastres naturais no Brasil incluem a região serrana do Rio de Janeiro, o litoral norte paulista, Angra dos Reis, além de várias cidades como Belo Horizonte, Salvador e Recife. A falta de uma estratégia nacional para enfrentar esses problemas é evidente, e as ações locais são insuficientes diante da gravidade das catástrofes.

Necessidade de Mudanças Estruturais

Atualmente, não existem políticas efetivas para a ocupação do solo ou para a realocação de pessoas em áreas de risco. As intervenções ocorrem apenas após as tragédias, sem um planejamento prévio que minimize os impactos. Se essa situação não mudar, a população enfrentará custos cada vez mais altos devido à intensificação dos desastres.

As seguradoras podem desempenhar um papel importante, oferecendo fundos para investimentos em prevenção e criando apólices que ajudem a minimizar os prejuízos da população afetada.

Fonte por: Estadao

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