Briga na CPMI do INSS após aprovação da quebra de sigilo bancário de Lulinha

Após a confusão, a sessão foi suspensa e a transmissão da TV Senado foi encerrada.

26/02/2026 13:30

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Briga CPMI do INSS

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra do sigilo bancário de Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. Após a votação simbólica, a sessão foi interrompida devido a uma briga entre os parlamentares.

Os deputados Rogério Correa (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP), que fazem parte da base governista, se dirigiram ao relator Alfredo Gaspar (União-AL) após a votação, o que gerou um tumulto com empurrões e gritos, envolvendo também deputados da oposição, como Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).

Detalhes da aprovação

A CPMI do INSS decidiu pela quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, conforme solicitado pelo relator. O pedido visa a elaboração de relatórios de inteligência financeira relacionados ao caso.

Fábio Luis é mencionado em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizarem uma nova fase da Operação Sem Desconto, prevista para 18 de dezembro de 2025. Essa operação investiga um esquema que prejudicou milhões de aposentados e pensionistas no Brasil.

Mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, principal operador do esquema, mencionam um repasse de pelo menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, que os investigadores acreditam ser uma referência a Lulinha.

Outras deliberações da CPMI

Durante a 32ª reunião da CPMI, foram votados outros 86 requerimentos, incluindo a quebra dos sigilos do Banco Master e novas convocações. Entre os convocados estão o ex-executivo e sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, e o ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, conhecido como André Moura.

Além deles, foram aprovadas convocações de Danielle Miranda Fontelles e Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), entre outros.

Conclusão

A aprovação da quebra de sigilo de Lulinha pela CPMI do INSS marca um novo capítulo nas investigações sobre o esquema de descontos indevidos que afetou aposentados e pensionistas. A continuidade das investigações e as convocações de testemunhas podem trazer novos desdobramentos para o caso.

Fonte por: Jovem Pan

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