Câmara aprova projeto de lei que diminui impostos para petroquímicas

Renúncia fiscal alcançará R$ 3,1 bi em 2026, com compensações; redução das alíquotas do PIS e Cofins beneficia setor.

2 min de leitura
Plenário da Câmara

Plenário da Câmara

Aprovação de Benefício Tributário para Indústria Química

A Câmara dos Deputados aprovou, na segunda-feira (9 de fevereiro de 2026), um Projeto de Lei Complementar (PLP) que oferece um benefício tributário temporário para a indústria química e petroquímica do Brasil. A votação resultou em 317 votos a favor e 61 contra, e agora o projeto segue para o Senado.

O PLP propõe a redução temporária das alíquotas de dois tributos federais, PIS/Pasep e Cofins, que incidem sobre a compra e importação de insumos estratégicos, como nafta, eteno e propeno, utilizados pelas indústrias químicas.

Detalhes da Redução das Alíquotas

Com a nova legislação, as alíquotas ficarão estabelecidas da seguinte forma: entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, a alíquota do PIS/Pasep será de 1,52% e a da Cofins de 7%. De março a dezembro de 2026, as alíquotas cairão para 0,62% e 2,83%, respectivamente.

O objetivo principal do projeto é evitar um aumento abrupto nos custos para o setor durante essa transição. Estima-se que o governo deixará de arrecadar aproximadamente R$ 3,1 bilhões em 2026 devido a essa medida, sem impacto fiscal nos anos seguintes.

Compensação do Impacto Fiscal

O relatório que acompanha o projeto detalha como o impacto fiscal será compensado:

Os R$ 1,1 bilhão estavam reservados na LOA para o novo programa de sustentabilidade, Presiq. Contudo, o projeto quase triplica os benefícios fiscais destinados ao setor, com um incremento de R$ 2,2 bilhões, que serão retirados de um projeto que já havia aprovado a redução de benefícios fiscais em dezembro de 2025.

Conclusão

A aprovação do PLP representa um passo significativo para a indústria química e petroquímica brasileira, buscando equilibrar a sustentabilidade do setor com a necessidade de evitar aumentos de custos em um momento de transição tributária. A expectativa é que essa medida traga estabilidade e previsibilidade para as empresas do setor nos próximos anos.

Fonte por: Poder 360

Sair da versão mobile