Câmara aprova projeto que define crime de desaparecimento forçado

Votação gera conflito entre oposição e base governista sobre possível anistia a ex-militantes da ditadura militar.

1 min de leitura
Dosimetria

Dosimetria

Câmara dos Deputados aprova projeto sobre desaparecimento forçado

Na noite de segunda-feira (2), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria o tipo penal de “crime de desaparecimento forçado de pessoa”. A proposta agora segue para o Senado Federal.

Detalhes da proposta e suas implicações

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator Orlando Silva (PCdoB-SP), que propôs o endurecimento das penas. A iniciativa é de autoria do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e foi apresentada em 2013.

A nova legislação estabelece que a pena para o crime pode variar de 10 a 30 anos, com agravantes em casos que envolvam tortura, resultem em morte ou sejam cometidos por funcionários públicos no exercício de suas funções.

Natureza do crime e imprescritibilidade

O relator destacou que o desaparecimento forçado de pessoas é uma das mais graves violações de direitos humanos, causando sofrimento e incertezas às famílias das vítimas e à comunidade. O texto define que o crime é de natureza permanente, sendo considerado consumado enquanto a pessoa não for encontrada ou esclarecida sua condição, mesmo que já tenha falecido. Se aprovado, o crime será imprescritível.

Debate no plenário e oposição

A discussão sobre a proposta no plenário foi marcada por referências à ditadura militar. A oposição acusou a base governista de revanchismo, argumentando que a tipificação penal poderia afetar beneficiados pela Lei da Anistia. Tentativas de emendar o texto para excluir essa aplicação e remover a imprescritibilidade foram rejeitadas.

Conclusão sobre a aprovação do projeto

A aprovação do projeto representa um passo significativo na luta contra a impunidade em casos de desaparecimento forçado, refletindo a necessidade de proteção dos direitos humanos no Brasil. O próximo passo será a análise e votação no Senado, onde a proposta poderá sofrer novas alterações.

Fonte por: CNN Brasil

Sair da versão mobile