Canetas Emagrecedoras se Tornam Alvo do Crime Organizado em São Paulo
As canetas emagrecedoras, utilizadas sob prescrição médica para o tratamento da obesidade e diabetes tipo 2, estão se tornando uma nova frente de atuação do crime organizado em São Paulo. Em 2025, um levantamento da Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias) revelou que as perdas com furtos e roubos desse tipo de produto ultrapassaram R$ 69 milhões, impactando grandes redes de farmácias.
Revenda Ilegal e Riscos à Saúde
O CEO da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, alerta que essas canetas estão sendo revendidas ilegalmente em plataformas de marketplace, uma prática proibida no Brasil. A aquisição legal só é permitida mediante apresentação de receita médica. Barreto também destaca os riscos à saúde pública, pois o armazenamento inadequado — sem refrigeração apropriada — pode comprometer a eficácia e a segurança do medicamento.
Expectativa de Aumento no Uso
Cada caneta tem um custo médio de R$ 1.500. Com o lançamento da versão genérica previsto para março e a chegada de novas marcas até o segundo semestre de 2026, a expectativa é que o uso desses produtos aumente ainda mais, o que gera preocupação entre as autoridades.
Ações para Combater o Crime Organizado
Para combater essa ação criminosa, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo está colaborando com a Abrafarma no mapeamento de quadrilhas especializadas. O secretário Osvaldo Nico Gonçalves informou que investigações já estão em andamento para identificar receptadores, vendedores e autores dos crimes. O objetivo é reforçar o uso de inteligência e articular ações coordenadas entre farmácias, polícia e plataformas digitais.
Fonte por: Jovem Pan
