Cão Orelha: laudo pericial não indica fraturas por ação humana

Cachorro é exumado em investigação sobre morte em Praia Brava, Florianópolis

26/02/2026 20:30

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Cão Orelha

Laudo Pericial sobre o Cão Orelha em Florianópolis

Um laudo pericial não encontrou fraturas causadas por ação humana no cão Orelha, que faleceu na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro. A suspeita é de que ele tenha sido vítima de agressão.

Embora o documento não tenha identificado fraturas, ele ressalta que não é possível descartar a possibilidade de traumas na cabeça ou em outras partes do corpo do animal.

Os exames realizados não conseguiram confirmar a causa da morte do cão, mas há indícios de que ele pode ter sido agredido até a morte por um grupo de adolescentes.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que as investigações sobre a morte do cão Orelha foram encaminhadas ao Ministério Público, que está avaliando as conclusões para emitir um parecer.

Detalhes da Análise Pericial

O laudo foi elaborado a partir da exumação dos restos do cachorro, realizada no dia 11 de janeiro, após solicitação da 10ª Promotoria de Justiça de Florianópolis. A justiça autorizou o procedimento para esclarecer as circunstâncias da morte do animal.

Os peritos examinaram todos os ossos do cão, mas destacaram limitações devido ao processo de esqueletização. Apesar de não terem encontrado fraturas, a ausência delas não exclui a possibilidade de agressão ou golpe na cabeça do animal.

Os especialistas afirmam que é possível que o cão tenha sofrido um trauma contundente na cabeça, que não resultou em fraturas, mas que poderia ter levado à morte. Eles explicam que muitos traumas cranianos não apresentam fraturas, mas ainda assim podem ser fatais.

O laudo também não encontrou evidências que confirmem rumores de que um prego teria sido cravado na cabeça do animal. Na região do maxilar esquerdo, foi identificada uma área de porosidade óssea compatível com osteomielite, uma infecção óssea.

Repercussão do Caso

O cão Orelha era um animal comunitário que recebia cuidados de moradores da Praia Brava, um ponto turístico em Florianópolis. Em 5 de janeiro, ele foi encontrado em estado crítico e, apesar dos esforços veterinários, não sobreviveu. Vídeos nas redes sociais mostraram um cão, supostamente Orelha, sendo agredido por adolescentes.

O caso gerou grande repercussão tanto nacional quanto internacional, levando o Ministério Público e a Polícia Civil a abrir investigações. Um laudo inicial indicou que a morte do animal foi causada por um golpe na cabeça com um objeto contundente.

A polícia ouviu oito adolescentes, mas apenas um foi identificado como o autor da agressão. O Ministério Público está avaliando a possibilidade de interná-lo por ato infracional de maus-tratos a animais, e o processo corre em segredo de justiça devido à idade dos envolvidos.

Fonte por: Jovem Pan

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