Casal catarinense registra boletim de ocorrência após ameaças de morte
Um casal de Santa Catarina, formado pela advogada Cynthia Ambrogini e pelo médico Alberto Ambrogini, registrou um boletim de ocorrência devido a ameaças de morte recebidas após serem confundidos como pais de um dos adolescentes envolvidos na morte do cachorro Orelha, na Praia Brava. O caso gerou grande repercussão nacional, levando a uma onda de ataques nas redes sociais.
Apesar de não terem qualquer ligação com os jovens investigados pelo crime, o casal passou a ser alvo de ofensas públicas e privadas. Temendo pela sua segurança, eles procuraram a Polícia Civil de Santa Catarina para denunciar mais de 100 perfis que os atacaram, incluindo professores, empresários e influenciadores.
A defesa do casal, representada pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, destacou que muitos dos perfis são facilmente identificáveis, pois exibem nomes completos e, em alguns casos, até informações sobre as empresas onde trabalham.
Responsabilização por ofensas na internet
A defesa enfatiza que os autores das ofensas podem ser responsabilizados individualmente, uma vez que a identificação dos perfis é simples e viável. Eles alertam que a falsa sensação de impunidade na internet leva algumas pessoas a acreditarem que podem difamar e atacar inocentes sem consequências, o que não é verdade.
Segundo a defesa, a legislação brasileira prevê responsabilização civil e criminal para quem propaga ofensas ou participa de campanhas de perseguição online. Eles ressaltam que a internet não é um espaço sem lei, e que comentários e interações deixam rastros que podem ser utilizados para identificar os responsáveis.
Investigação sobre a morte do cachorro Orelha
As investigações indicam que o cachorro Orelha foi agredido por um grupo de adolescentes. O caso está sendo apurado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina, através de promotorias que atuam nas áreas da infância, juventude e meio ambiente.
Orelha sofreu agressões na região da cabeça e faleceu durante o atendimento veterinário que buscava reverter sua condição. A 10ª Promotoria de Justiça informou que várias pessoas já foram ouvidas e novas oitivas estão previstas conforme o andamento da investigação.
Dois dos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento na tortura e morte do cachorro estão atualmente nos Estados Unidos. O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, afirmou que a viagem dos jovens era programada e que eles devem retornar ao Brasil na próxima semana. As defesas dos envolvidos ainda não foram localizadas.
Fonte por: Jovem Pan
