Caso Epstein: Maxwell propõe inocentar Trump em troca de indulto

Defesa da ex de Epstein invoca 5ª Emenda e se recusa a depor em audiência marcada para 9 de fevereiro.

09/02/2026 17:40

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Jeffrey Epstein e Bill Clinton

Ghislaine Maxwell Oferece Inocentar Trump em Troca de Perdão

O advogado de Ghislaine Maxwell, David Markus, declarou nesta segunda-feira (9 de fevereiro de 2026) que sua cliente está disposta a inocentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de qualquer envolvimento no caso Epstein, caso receba um perdão presidencial. A proposta foi feita durante um depoimento virtual à Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA.

Maxwell, ex-namorada de Jeffrey Epstein, foi condenada a 20 anos de prisão por conspirar em crimes de exploração sexual de menores. Em sua conta oficial no X, Markus afirmou que sua cliente está “preparada para falar total e honestamente se lhe for concedido perdão pelo Presidente Trump”. O advogado ressaltou que Maxwell possui informações exclusivas sobre o caso.

Recusa em Testemunhar e Invocação da 5ª Emenda

Maxwell optou por invocar a 5ª Emenda, que garante ao cidadão o direito de não produzir provas contra si mesmo, recusando-se a testemunhar diretamente perante a Comissão. Markus argumentou que essa decisão é necessária devido a um pedido de habeas corpus pendente, que indica que sua condenação se baseia em um julgamento injusto.

O advogado destacou que “ela deve permanecer em silêncio” por conta das irregularidades no processo judicial, incluindo jurados que mentiram durante o interrogatório preliminar e promessas de imunidade que não foram cumpridas. Documentos recentemente divulgados corroboram essas alegações.

Implicações para Trump e Clinton

A proposta de Maxwell envolve diretamente Donald Trump e indiretamente o ex-presidente Bill Clinton, ambos mencionados em documentos do Departamento de Justiça relacionados ao caso Epstein. Ambos os ex-presidentes negam qualquer participação nos crimes atribuídos a Epstein.

O presidente da Comissão, James Comer, expressou descontentamento com a recusa de Maxwell em testemunhar, considerando a decisão “muito desapontadora”. Comer enfatizou que os legisladores tinham “muitas perguntas sobre os crimes que ela e Epstein cometeram, bem como sobre potenciais conspirações”.

Conclusão

A situação de Ghislaine Maxwell continua a gerar polêmica, especialmente com suas alegações de que pode fornecer informações cruciais sobre figuras proeminentes, como Trump e Clinton. A proposta de perdão presidencial levanta questões sobre a justiça e a verdade em um caso que já é complexo e cheio de controvérsias.

Fonte por: Poder 360

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