Caso Gisele: PM inicia investigação que pode resultar na expulsão de Geraldo Neto

Tenente-coronel é suspeito de assassinar esposa com tiro na cabeça dentro de casa e permanece preso preventivamente.

27/03/2026 13:30

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Tenente-coronel da PM de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto

Investigação interna da PM sobre tenente-coronel suspeito de feminicídio

A Polícia Militar do Estado de São Paulo anunciou, nesta sexta-feira (27), a abertura de uma investigação interna contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Ele é o principal suspeito de ter assassinado sua esposa, Gisele Alves, com um tiro na cabeça.

De acordo com a corporação, o processo é independente da esfera penal e pode levar à perda do posto e patente do oficial. Geraldo permanece preso preventivamente, e o inquérito da PM está em fase final. Após a conclusão, o comando avaliará a possibilidade de instaurar um conselho para a expulsão do policial.

Detalhes do caso e prisão do tenente-coronel

Geraldo foi detido no dia 18 de fevereiro, em São José dos Campos, interior de São Paulo. A investigação da Polícia Civil identificou vestígios de sangue da PM em uma toalha e na bermuda de Geraldo. Além disso, constatou-se que o corpo da vítima foi manipulado, evidenciado pela forma como o sangue escorreu.

Gisele foi morta no apartamento onde o casal residia, e a defesa de Geraldo nega as acusações, alegando que a mulher teria cometido suicídio. O tenente-coronel afirma que Gisele atentou contra a própria vida após ele manifestar o desejo de terminar o relacionamento.

No entanto, conversas extraídas do celular de Geraldo revelam que era Gisele quem desejava o divórcio, enquanto ele resistia à separação. Esses diálogos foram considerados fundamentais pela Polícia Civil para entender a dinâmica do casal.

Acusações adicionais contra o tenente-coronel

Além do caso de feminicídio, o tenente-coronel também enfrenta uma acusação de assédio sexual por uma colega de trabalho. A policial formalizou a denúncia no Ministério Público do Estado de São Paulo e solicitou sigilo por temer retaliações.

O advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior, informou que a colega relatou que Neto tentou beijá-la, mas foi rejeitado. Após a negativa, ela afirma ter sido perseguida e transferida para outro batalhão, mesmo sem concordar com a mudança.

O episódio de assédio teria ocorrido no segundo semestre do ano passado, enquanto Neto ainda era casado com Gisele. A Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar do Estado de São Paulo não se pronunciaram sobre as tentativas de contato da reportagem.

Fonte por: Jovem Pan

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