Caso Master: Fachin retorna a Brasília para minimizar desgaste do STF com Toffoli

Presidente do tribunal busca integrantes da Corte para discutir relatoria do caso Banco Master com Flávio Dino em São Luís.

20/01/2026 9:50

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(Imagem de reprodução da internet).

Retorno Antecipado de Edson Fachin ao STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, interrompeu seu recesso e voltou a Brasília na noite de segunda-feira, 19. Ele justificou sua antecipação ao afirmar que “o momento exige” sua presença na capital, antes da abertura oficial do ano Judiciário.

Objetivos da Volta de Fachin

Fachin tem como principal objetivo gerenciar a imagem do tribunal, afetada pelos desdobramentos do inquérito do Banco Master, que está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O presidente do STF, que havia passado a presidência interina ao vice Alexandre de Moraes, busca uma solução institucional para o impasse que gerou tensões entre o Supremo, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O ministro já se reuniu com diversos colegas, incluindo Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Dias Toffoli, para discutir a situação.

Agenda em São Luís e Cirurgia de Flávio Dino

Na terça-feira, 20, Fachin cumprirá agenda em São Luís, Maranhão, onde se encontrará com o ministro Flávio Dino. A visita foi motivada pela cirurgia que o filho de Dino irá realizar, demonstrando a preocupação e apoio do presidente do STF.

Representações e Suspeições no STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu quatro representações de parlamentares solicitando a suspeição de Toffoli como relator do inquérito sobre fraudes no Banco Master. Historicamente, o STF nunca afastou um ministro por suspeição ou impedimento, o que levanta questões sobre a condução do caso.

Decisões Controversas de Toffoli

A presidência do STF está preocupada com a condução de Dias Toffoli no caso do Banco Master, especialmente após decisões que geraram desconforto no meio jurídico. Toffoli centralizou todas as investigações sobre o caso e impôs um elevado sigilo, dificultando o acesso a atos processuais.

A tensão aumentou quando Toffoli determinou que materiais apreendidos pela PF fossem enviados diretamente ao seu gabinete, uma ordem que foi revista após alertas sobre possíveis prejuízos à investigação.

Reação da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal

A situação se tornou pública quando a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma nota criticando as decisões de Toffoli, classificando-as como “atípicas”. A entidade destacou interferências nas prerrogativas da PF, como prazos apertados para buscas e a escolha de peritos pelo magistrado.

Fonte por: Estadao

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