Caso Master: Motta apoia Toffoli e critica exageros da mídia

Ministro tem participação em empresa que realizou transações com fundos de investimentos do banco de Daniel Vorcaro

26/02/2026 12:30

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Fonte: Agê...

Defesa de Toffoli por Hugo Motta

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que atuou como relator do caso Master. Toffoli é sócio de uma empresa que realizou negócios com fundos de investimentos associados a Daniel Vorcaro, um banqueiro sob investigação por fraude.

Motta considerou as recentes revelações sobre o envolvimento de Toffoli com o banqueiro como um “exagero” e elogiou a atuação do STF, afirmando que o tribunal tem cumprido seu papel. Em entrevista, ele destacou que o ministro sempre conduziu suas decisões com equilíbrio.

Implicações do Caso Master

O pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é proprietário dos fundos que adquiriram parte da participação de Toffoli em um resort no Paraná. O ministro é sócio anônimo da Maridt, empresa dirigida por seus irmãos, e recebeu dividendos das transações realizadas.

A Polícia Federal encontrou conversas entre Toffoli e Vorcaro no celular do banqueiro, além de referências ao ministro em mensagens. Após a divulgação do relatório, Toffoli decidiu se afastar da relatoria do caso Master, embora o STF tenha afirmado que não há suspeitas que o impeçam de atuar.

Posicionamento de Toffoli e CPI do Master

Toffoli negou ter relações pessoais com Vorcaro e afirmou que não recebeu recursos do banqueiro, embora reconheça sua participação na Maridt. Ele defendeu que a empresa é familiar e que todas as transações foram devidamente declaradas à Receita Federal.

Durante a entrevista, Hugo Motta afirmou que não se esquivará de discutir temas relevantes, mas que analisará os pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) de forma cronológica. Ele foi pressionado por deputados a instaurar uma CPI sobre o caso Master.

A CPI do Crime Organizado aprovou o convite para que Toffoli compareça ao colegiado e autorizou a quebra de sigilo fiscal da Maridt entre 2022 e 2026. Além disso, a comissão convocou os irmãos de Toffoli, que são gestores da empresa, para prestar depoimento, enquanto a presença do ministro é opcional.

Fonte por: Jovem Pan

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