Chef denuncia fala antissemita em delicatessen no Rio de Janeiro
A chef Monique Benoliel relatou ter sido alvo de comentários antissemitas na Delicatessen Delly Gil, no Leblon, Rio de Janeiro, na sexta-feira (3). Ao solicitar matzá, um produto típico do Pêssach, foi surpreendida pela resposta do proprietário, que expressou estar “cansado de judeus” e afirmou que não venderia mais produtos desse tipo.
Esse incidente ocorre em um contexto de crescente antissemitismo na cidade, especialmente em meio ao conflito entre Israel, EUA e Irã. Um exemplo é o restaurante Partisan, na Lapa, que colocou uma placa em sua entrada afirmando que “cidadãos dos EUA e de Israel NÃO são bem-vindos”.
Reações e posicionamentos
O restaurante “O Porco Gordo” manifestou apoio ao Partisan, publicando uma mensagem no Instagram que também expressava que cidadãos israelenses não eram bem-vindos. A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro se posicionou contra os incidentes e informou que medidas legais estão sendo tomadas. O Partisan foi multado em R$ 9 mil, enquanto o Delly Gil recebeu uma notificação formal para esclarecimentos.
Monique Benoliel compartilhou seu descontentamento nas redes sociais, destacando que sua mãe foi impedida de comprar comida por ser judia. Seu filho, Pedro Benoliel, também expressou sua indignação, ressaltando a gravidade da situação.
Nota do Delly Gil e contexto do Pêssach
Em resposta às acusações, a Delicatessen Delly Gil afirmou que não compactua com desrespeito ou preconceito. Em nota, pediram desculpas caso alguma fala tenha sido mal interpretada e reafirmaram seu compromisso com a convivência respeitosa com todos os clientes, incluindo a comunidade judaica.
Os eventos ocorreram durante a semana do Pêssach, uma importante celebração judaica que comemora a libertação dos hebreus da escravidão no Egito. O matzá, um pão sem fermento, é um alimento tradicional consumido durante essa festividade.
Conclusão sobre a situação de antissemitismo
O aumento de incidentes antissemitas, como os relatados por Monique Benoliel, levanta preocupações sobre a normalização de discursos de ódio. A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro continua a monitorar a situação e a apoiar as vítimas, enfatizando que o respeito deve ser uma prioridade em todas as interações sociais.
Fonte por: CNN Brasil
