China classifica taxa dos EUA sobre negociações com o Irã como “coerção”
Pequim é um dos países mais impactados pela nova medida; balança comercial da China com os persas alcançou US$ 9 bi em 2025.
China Reage a Tarifas dos EUA sobre o Irã
A China classificou a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a países que mantêm relações comerciais com o Irã como uma medida de “coerção”. Pequim, que possui laços comerciais significativos com o Irã, será impactada pela decisão da administração americana.
Dados da Administração Geral das Alfândegas da China indicam que as transações entre os dois países totalizaram US$ 9,3 bilhões de janeiro a novembro do ano passado, com o petróleo iraniano sendo um dos principais produtos comercializados.
Posição da China e Retaliações
O porta-voz da Embaixada da China nos EUA, Liu Pengyu, afirmou que a medida americana não resolverá os problemas no Irã e que a China “tomará todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses. Durante uma coletiva de imprensa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, reiterou que Pequim defenderá seus interesses no país persa.
A China já havia adotado uma postura semelhante antes, quando anunciou retaliações contra os EUA durante a guerra comercial do ano passado. O presidente dos EUA, Donald Trump, utilizou tarifas como uma ferramenta geopolítica pela primeira vez em 2026, impondo uma tarifa de 25% sobre transações comerciais com países que mantêm relações com o Irã.
Contexto dos Protestos no Irã
Os protestos no Irã começaram em 28 de dezembro de 2025, impulsionados pela crise econômica, que inclui uma desvalorização acentuada da moeda e uma inflação de 42,2%. Os manifestantes exigem reformas políticas, liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país.
As autoridades iranianas reagiram com repressão, utilizando armas de fogo e gás lacrimogêneo contra os manifestantes. O acesso à internet foi cortado em várias regiões, e Khamenei rotulou os protestantes como “sabotadores”.
- Ali Khamenei – Líder supremo do Irã desde 1989, Khamenei exerce poder absoluto em uma teocracia islâmica xiita, impondo restrições severas, especialmente às mulheres, e enfrentando uma oposição fragmentada.
Conclusão
A situação no Irã e a resposta da China às tarifas dos EUA refletem tensões geopolíticas complexas. A postura de Pequim em defender seus interesses comerciais e a repressão aos protestos no Irã destacam a fragilidade da estabilidade na região.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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