China se opõe a ataques contra novo líder do Irã
A China manifestou, nesta segunda-feira (9 de março de 2026), sua oposição a qualquer ataque direcionado ao novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá Ali Khamenei, que morreu em um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que a interferência nos assuntos internos de outros países não é aceitável e que a soberania e a segurança do Irã devem ser respeitadas. Ele destacou que a escolha de um novo líder é uma decisão que cabe ao Irã, conforme sua Constituição.
Reações internacionais e contexto político
A declaração da China ocorre após ameaças das forças armadas israelenses de perseguir os sucessores de Ali Khamenei, que governou o Irã por mais de 30 anos. O presidente dos EUA, Donald Trump, também criticou a escolha de Mojtaba Khamenei, considerando-a “inaceitável” e sugerindo que deveria ter um papel na nomeação.
A Assembleia de Peritos do Irã, composta por 88 clérigos, anunciou no domingo (8 de março) a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, indicando a intenção do governo iraniano de manter a continuidade no poder.
Quem é Mojtaba Khamenei
Mojtaba Khamenei, de 56 anos, é o segundo filho de Ali Khamenei e possui um papel como clérigo de nível intermediário. Embora não tenha ocupado cargos eletivos, é visto como uma figura influente nos bastidores do regime iraniano, mantendo relações estreitas com a Guarda Revolucionária Islâmica e a milícia paramilitar Basij.
Fontes indicam que a Guarda Revolucionária pressionou pela sua escolha, acreditando que ele possui as qualidades necessárias para liderar o país em tempos de crise.
Escalada nas tensões entre EUA e Irã
O ataque dos EUA ao Irã ocorreu após semanas de crescente tensão entre os dois países. Em 19 de fevereiro, Trump mencionou que em breve tomaria uma decisão sobre um possível ataque ao Irã. Ele afirmou que a maioria dos conselheiros acredita que uma guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” para os EUA.
Durante o discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump expressou preocupação com o programa nuclear iraniano e a capacidade do país de desenvolver mísseis que poderiam ameaçar a Europa e os EUA. As declarações foram feitas em um momento em que as negociações diplomáticas entre os EUA e o Irã não avançavam.
Uma autoridade iraniana indicou que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA, desde que os americanos reconhecessem seu direito ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Fonte por: Poder 360
