China Suspende Novos Contratos de Exportação de Combustíveis Refinados
A China solicitou que suas empresas interrompam a assinatura de novos contratos para a exportação de combustíveis refinados e tentem cancelar embarques já programados. Essa decisão ocorre em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio, que impactou a produção das refinarias, conforme relataram fontes do setor nesta quinta-feira (5).
Exceções e Impactos no Mercado
O pedido do governo não se aplica ao abastecimento de combustível de aviação para voos internacionais, ao fornecimento de combustível marítimo em regime alfandegado, nem aos suprimentos destinados a Hong Kong ou Macau. A redução nas exportações da China, um dos principais exportadores de combustíveis da Ásia, pode agravar a já restrita oferta de combustíveis no continente, pressionando ainda mais as margens de refino.
Atualmente, as margens de processamento do diesel estão próximas das máximas de três anos, em torno de US$ 49 por barril, enquanto os “cracks” do combustível de aviação superam os US$ 55 por barril. Com a maior parte do programa de exportação de março já fixada, a nova diretriz do governo deve resultar em uma diminuição das exportações a partir de abril.
Expectativas para o Mês de Março
Para março, as exportações combinadas de gasolina, diesel e combustível de aviação devem se manter estáveis, em torno de 3,8 milhões de toneladas métricas, conforme estimativas da indústria. As empresas estão aproveitando as margens robustas na Ásia, de acordo com informações de várias fontes.
Dados de rastreamento de navios indicam que, até o momento, cerca de 70.000 toneladas de combustível de aviação, 35.000 toneladas de diesel e 35.000 toneladas de gasolina já foram embarcadas neste mês. A China controla suas exportações de combustíveis refinados por meio de um sistema de cotas, com o primeiro lote de emissão de cotas para 2026 mantido em 19 milhões de toneladas, semelhante ao ano anterior.
Redução na Produção das Refinarias
Três compradores regionais de cargas de origem chinesa confirmaram que receberão suas entregas de março conforme os cronogramas de carregamento previamente estabelecidos. No entanto, pelo menos duas refinarias chinesas, a Zhejiang Petrochemical Corp e a refinaria de Fujian operada pela Sinopec, já começaram a reduzir o processamento neste mês. A expectativa é que mais plantas diminuam a produção devido ao conflito no Oriente Médio, que tem interrompido os fluxos de petróleo bruto e elevado os preços.
Fonte por: CNN Brasil
