China promete apoio à “reunificação” e combate a “separatistas” em Taiwan
China promete apoio às “forças patrióticas pró-reunificação” em ilha, revela autoridade do país.
Apoio da China às Forças Pró-Reunificação em Taiwan
A China reafirmou seu compromisso em apoiar as “forças patrióticas pró-reunificação” em Taiwan e combater os “separatistas“, conforme declarado por Wang Huning, um dos principais líderes do Partido Comunista Chinês. Essas declarações foram feitas durante a “Conferência de Trabalho de Taiwan”, realizada na terça-feira (10).
Considerando Taiwan como parte de seu território, a China tem intensificado a pressão militar e política sobre a ilha, buscando afirmar suas reivindicações de soberania. Wang Huning destacou a importância de promover a “grande causa da reunificação nacional”, segundo informações da agência estatal Xinhua.
Estratégia Chinesa em Relação a Taiwan
Wang enfatizou a necessidade de apoiar as forças que buscam a unificação, combater a independência de Taiwan e resistir à interferência externa, visando manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan. A China propõe um modelo de autonomia semelhante ao de Hong Kong, conhecido como “um país, dois sistemas”, embora essa proposta não tenha apoio significativo entre os partidos políticos taiwaneses.
A presença do Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, na reunião ressalta a relevância da questão de Taiwan na agenda internacional da China. As eleições locais em Taiwan, programadas para o final do ano, são vistas como um indicativo do apoio partidário antes das eleições presidenciais e parlamentares de 2028.
Relações entre China e EUA
A China tem alertado repetidamente outros países, incluindo os Estados Unidos, sobre a interferência na questão de Taiwan, que considera um assunto interno. Em uma conversa recente com o presidente dos EUA, Xi Jinping destacou que a questão de Taiwan é central nas relações entre os dois países.
As relações entre Taiwan e os EUA devem ser geridas com cautela, especialmente em relação à venda de armas para a ilha. O governo Trump anunciou um pacote de armas avaliado em US$ 11,1 bilhões para Taiwan, o que gerou descontentamento por parte da China.
A China se recusa a dialogar com o presidente taiwanês, Lai Ching-te, considerando-o um “separatista”. Recentemente, Wang Huning se reuniu com uma delegação do Kuomintang (KMT), o maior partido de oposição em Taiwan, que visitou Pequim para discutir questões não políticas, como turismo.
O KMT está interessado em um possível encontro entre sua nova presidente, Cheng Li-wun, e o presidente chinês Xi Jinping, e qualquer confirmação sobre isso será anunciada pelo partido.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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