China realiza execução de cidadão francês por tráfico de drogas

Chan Thao Phoumy, 62 anos, condenado à morte em 2010, foi preso em 2005 por envolvimento em operação de US$ 15 milhões de tráfico de cristal metanfetamina.

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Bandeira da China tremula ao vento em uma rua ao redor do Grande Salão do Povo, em Pequim, no dia 4 de março

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China Executa Cidadão Francês Condenado por Tráfico de Drogas

No último domingo (5), a China confirmou a execução de um cidadão francês, condenado à morte em 2010 por tráfico de drogas. O governo chinês afirmou que não discrimina réus com base na nacionalidade, em resposta às críticas feitas por Paris sobre o tratamento do caso.

A embaixada chinesa na França divulgou uma declaração breve sobre a execução de Chan Thao Phoumy, de 62 anos, que cumpriu 20 anos de prisão antes de sua morte.

Reações da França e Direitos do Réu

A China é conhecida por ser um dos países mais rigorosos do mundo na aplicação de leis contra o tráfico de drogas. Embora ocasionalmente execute estrangeiros condenados por contrabando de grandes quantidades de drogas, o país não divulga estatísticas sobre execuções.

Histórico do Caso

Chan, que nasceu em Guangzhou, no sul da China, e se naturalizou cidadão francês, foi um dos 89 suspeitos detidos em 2005 por tráfico de drogas. Ele foi condenado à prisão perpétua em 2007 e, posteriormente, à pena de morte em 2010 por seu envolvimento em uma operação de drogas que movimentava 100 milhões de iuanes (aproximadamente US$ 15 milhões), produzindo, transportando e traficando grandes quantidades de cristal metanfetamina na China.

Na China, a pena de morte é aplicada para o tráfico de 50g ou mais de heroína ou metanfetamina, e quantidades significativamente maiores geralmente resultam em execução.

Considerações Finais

A execução de Chan Thao Phoumy levanta questões sobre a aplicação da justiça na China e os direitos dos réus, especialmente no que diz respeito a cidadãos estrangeiros. O caso destaca a severidade das leis antidrogas no país e a falta de transparência em relação às execuções.

Fonte por: Jovem Pan

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