China Minimiza Aumento de Presença Naval no Arquipélago Diaoyu
A China reduziu a importância do aumento da presença de navios chineses no arquipélago de Diaoyu, uma área em disputa com o Japão. Em 8 de janeiro de 2026, o porta-voz do Ministério da Defesa da China foi questionado sobre relatos da mídia japonesa que indicavam a presença de embarcações de patrulha chinesas na região por 356 dias, superando os 355 dias registrados em 2024, estabelecendo um novo recorde de avistamentos.
O coronel Zhang Xiaogang, porta-voz do ministério, afirmou que as ilhas são território chinês e que não há razão para que o Japão “faça alarde” sobre as atividades de patrulha. Ele também aconselhou o Japão a “agir com cautela em suas palavras e ações” para evitar a escalada da situação na região.
Patrulhas Legítimas e Soberania em Debate
O coronel Zhang defendeu que as patrulhas e a atuação da Guarda Costeira Chinesa nas águas em questão são legítimas e necessárias para proteger as fronteiras do país. Ele enfatizou que não há motivos para alarme por parte das nações envolvidas.
A soberania sobre o arquipélago de Diaoyu voltou a ser um tema de destaque nas mídias chinesa e japonesa, especialmente após a crise nas relações entre os dois países nos últimos meses. As tensões aumentaram após declarações do governo japonês sobre Taiwan em novembro, levando a um rompimento nas relações e reavivando antigas disputas.
Histórico do Arquipélago Diaoyu
O arquipélago Diaoyu, conhecido no Japão como Senkaku, é composto por cinco ilhas desabitadas que totalizam uma área de 7 quilômetros quadrados. Localiza-se a 170 km de Taiwan e da ilha Ishigaki, pertencente ao Japão. As ilhas foram dominadas pela China até 1895, quando foram anexadas pelo Japão após a Primeira Guerra Sino-Japonesa.
Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão devolveu diversos territórios à China, incluindo Taiwan, mas o arquipélago Diaoyu não foi mencionado nos tratados de paz. O governo japonês argumenta que as ilhas foram cedidas aos Estados Unidos junto com Okinawa, que permaneceu sob controle americano até 1972, quando foi devolvida ao Japão.
A China, por sua vez, considera as ilhas parte integral de seu território. Estudos realizados em 1969 indicaram que o arquipélago possui potencial para reservas de petróleo e gás, além de ser uma rica área de pesca.
Fonte por: Poder 360
