Cientista afirma ter perdido patente da polilaminina devido a corte de verba

Medicamento sem registro mostra resultados promissores no tratamento de lesões medulares, segundo Poder360.

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Perda de Patente da Polilaminina Impacta Pesquisa Brasileira

A cientista brasileira Tatiana Sampaio revelou que perdeu a patente da polilaminina devido a cortes no financiamento de seu estudo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Esses cortes ocorreram durante o governo do ex-presidente Michel Temer. A declaração foi feita em uma entrevista ao canal TV 247 no YouTube.

Tatiana explicou que a patente nacional levou 18 anos para ser concedida, com validade de 20 anos, restando apenas 2 anos para que o medicamento fosse exclusivo da pesquisadora. A patente internacional foi perdida por falta de pagamento das taxas necessárias, que eram cobertas por verbas de pesquisa da UFRJ, cortadas em 2015.

Consequências da Perda da Patente

A cientista mencionou que chegou a arcar com os custos do registro para evitar a perda da exclusividade, mas não conseguiu manter a proteção internacional do medicamento. Para Tatiana, essa perda representa um golpe não apenas burocrático, mas também um desmerecimento ao reconhecimento da ciência brasileira e ao esforço do time de profissionais que dedicou anos à pesquisa.

O Que É a Polilaminina?

A polilaminina é uma versão sinteticamente aprimorada da proteína laminina, extraída de placentas humanas, que atua como uma guia em lesões medulares, “colando” fibras nervosas rompidas. A regeneração em humanos é um processo gradual que pode levar meses.

Em um estudo com 8 pacientes que apresentavam lesão medular completa, onde a chance de melhora era de apenas 10%, 6 deles recuperaram algum tipo de movimento após o tratamento com polilaminina, e um dos pacientes conseguiu voltar a andar.

Atualmente, o medicamento ainda não possui registro, levando pacientes a buscar medidas judiciais para acessar o tratamento como voluntários clínicos. Em 5 de janeiro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou um estudo clínico de fase 1 para testar a polilaminina em pacientes com lesões recentes na medula espinhal, permitindo a aplicação da substância diretamente na área lesionada de 5 pacientes para avaliar sua segurança.

Fonte por: Poder 360

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