CNT propõe transição de uma hora por ano se fim da 6 X 1 for aprovado

Confederação Nacional do Transporte se opõe à proposta de redução da jornada, alertando para aumento de custos e inflação.

18/05/2026 19:30

3 min

CNT propõe transição de uma hora por ano se fim da 6 X 1 for aprovado
(Imagem de reprodução da internet).

Proposta de Redução da Jornada de Trabalho no Setor de Transporte

O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, defendeu uma transição gradual para a redução da jornada máxima de trabalho em uma hora por ano, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6 X 1 seja aprovada pelo Congresso. A declaração foi feita durante uma audiência na Câmara dos Deputados, realizada na segunda-feira, 18 de maio de 2026.

Costa argumentou que essa medida é essencial para que as empresas do setor consigam absorver os custos da mudança sem repassar esses valores para a cadeia produtiva, evitando assim um aumento nos preços dos produtos.

Detalhes da Proposta e Impactos

A proposta em discussão visa reduzir a carga horária de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso sem perdas salariais. A CNT sugere que essa redução ocorra de forma gradual, permitindo que as empresas se ajustem às novas condições.

Apesar do apelo por uma transição, Costa se alinhou aos representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que se manifestaram contra a PEC, defendendo que a negociação coletiva por setor seria uma alternativa mais viável.

Consequências para o Setor de Transporte

Segundo a CNT, a imposição de uma jornada reduzida pode impactar diretamente os rendimentos das empresas de transporte, resultando em custos que seriam transferidos para os produtos, afetando a inflação e o poder de compra da população. Costa destacou que o setor opera com margens de lucro muito estreitas e que um aumento na carga de trabalho ou horas extras poderia levar a um aumento de preços.

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Além disso, a aprovação da PEC poderia exigir a contratação de mais 250 mil trabalhadores no setor de transporte de cargas, em um momento em que o Brasil enfrenta uma escassez de mão de obra qualificada.

Contexto Atual e Desafios

O presidente da CNT lembrou que a PEC foi proposta em 2019, em um cenário de alto desemprego, que difere da atual situação do país. Ele também mencionou os possíveis impactos para motoristas de transporte urbano, ressaltando que a operação dos ônibus deve ocorrer todos os dias da semana, o que requer uma jornada diferenciada para os motoristas.

Costa finalizou afirmando que a redução da jornada de trabalho poderia agravar a falta de motoristas, uma vez que o setor já enfrenta dificuldades para encontrar profissionais qualificados para operar ônibus e caminhões.

Fonte por: Poder 360

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