Comissão de Ética da Presidência abre processo contra Augusto Heleno

Investigação aponta possíveis interferências no processo eleitoral de 2022 com base em declarações reveladoras.

09/01/2026 21:20

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(Imagem de reprodução da internet).

Comissão de Ética Investiga Augusto Heleno

A Comissão de Ética da Presidência da República enviou um processo de apuração ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno. A investigação se baseia em declarações feitas em 2022, que sugerem um possível uso indevido da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e desrespeito às instituições democráticas.

O processo foi iniciado por unanimidade em 15 de dezembro do ano passado, após a divulgação de uma reunião em que Heleno mencionou a possibilidade de interferência no processo eleitoral.

Detalhes da Reunião e Acusações

A reunião, realizada em 5 de julho de 2022, contou com a presença do então presidente Jair Bolsonaro e dos ex-ministros Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Durante o encontro, Heleno fez comentários sobre o uso da Abin para influenciar o processo eleitoral, levantando preocupações sobre a integridade das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.

As declarações de Heleno ocorreram em um contexto em que Bolsonaro fazia acusações contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O general enfatizou que ações deveriam ser tomadas antes das eleições, sugerindo uma postura agressiva contra instituições e indivíduos.

Consequências e Defesa

A Comissão de Ética informou que tentou notificar Augusto Heleno diversas vezes para que ele apresentasse esclarecimentos. No documento enviado ao STF, a Comissão destaca que a apuração visa verificar possíveis infrações éticas. As investigações incluem alegações de que Heleno teria conversado com o então Diretor-Adjunto da Abin sobre infiltração em campanhas eleitorais.

O conselheiro relator do caso, Manoel Caetano Ferreira Filho, intimou Heleno a apresentar sua defesa em até dez dias úteis. Atualmente, o ex-ministro cumpre uma pena de 21 anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, tendo sido colocado em prisão domiciliar devido a um diagnóstico de Alzheimer.

A defesa de Augusto Heleno foi contatada, e a resposta está pendente.

Fonte por: CNN Brasil

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