Congressistas questionam Erika Hilton na Comissão da Mulher
Kataguiri solicita cassação de congressista enquanto Nikolas Ferreira critica eleição em vídeo; confira no Poder360.
Controvérsia na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) solicitou a mobilização de deputadas para obstruir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, um dia após a eleição de Erika Hilton (Psol-SP) como presidente do colegiado, ocorrida em 11 de março de 2026. O partido Missão, vinculado ao Movimento Brasil Livre (MBL), protocolou um pedido de cassação contra Hilton em 13 de março de 2026.
Em sua conta no X (Twitter), Nikolas expressou sua indignação, afirmando que as deputadas deveriam impedir a comissão de funcionar sob a nova presidência. Ele criticou a escolha de Hilton, uma mulher trans, para liderar o colegiado, considerando-a um “absurdo”.
Pedido de Cassação e Reações
O pedido de cassação foi assinado por Renan Santos, presidente nacional do Missão, e será defendido pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). A representação será analisada pelo Conselho de Ética da Câmara, que poderá recomendar sanções, incluindo a perda do mandato. O Missão argumenta que Hilton teria ofendido críticos em suas redes sociais, desconsiderando suas opiniões.
Nikolas e Kim fazem parte de uma ala da direita que defende que Hilton, por não ser cisgênero, não pode representar os interesses das mulheres no Brasil. Em um vídeo, Nikolas, que se apresentou de peruca, criticou a “ideologia de gênero” e afirmou que as mulheres estão perdendo espaço para homens que se identificam como mulheres.
Eleição de Erika Hilton
A eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher foi um marco, sendo a primeira congressista trans a assumir essa posição. Hilton recebeu 11 votos, enquanto a primeira vice-presidência ficou com Laura Carneiro (PSD-RJ). A atual presidente do colegiado é Célia Xakriabá (Psol-MG).
Hilton atribui as críticas que recebeu à LGBTfobia e reafirma seu compromisso com a comissão. Ela destacou que sua eleição ocorre em um contexto de crescente misoginia e feminicídios no país, e que as reações contrárias são manifestações de preconceito contra a população LGBTQIA+.
A deputada também move um processo judicial contra o apresentador Ratinho, do SBT, por declarações consideradas transfóbicas, pedindo a prisão do comunicador.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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